Dados do Sindicato dos Policiais Penais do Estado de São Paulo apontam um aumento no número de profissionais que trabalham nos presídios do estado e enfrentam sofrimento mental, reflexo de condições de trabalho estressantes e precárias.
Entre 2020 e o ano passado, 36 policiais penais tiraram a própria vida. De acordo com a entidade, 20% do efetivo está afastado.
O filho de Lourival, Marcelo Augusto, era policial penal. Segundo o pai, ele relatava viver sob forte pressão na rotina dentro do presídio.
Marcelo tirou a própria vida no ano passado após ser acusado de assédio sexual por uma detenta. A família acredita na inocência dele.
Antônio Carlos também é policial penal. O irmão dele, Luiz Henrique, chegou a publicar uma mensagem pedindo ajuda ao governador Tarcísio de Freitas. Pouco tempo depois, ele também tirou a própria vida.
A Polícia Penal de São Paulo tem atualmente 24 mil agentes. Entre 2020 e 2025, a corporação perdeu 36 policiais que tiraram a própria vida.
Neste ano, o sindicato que representa os policiais penais do estado de São Paulo já contabilizou quatro casos de agentes que tiraram a própria vida.
Para o Sinppenal, esses casos têm relação com diversos problemas enfrentados pela categoria, como jornadas de trabalho excessivas e a superlotação das cadeias.
Em abril, entidades de direitos humanos denunciaram que cerca de 500 pessoas presas morrem por ano nos presídios paulistas — uma morte a cada 19 horas.
A precariedade que afeta as pessoas presas também atinge os policiais penais. Uma foto divulgada pelo sindicato mostra pão mofado que, segundo a entidade, foi servido a policiais e detentos no Centro de Detenção Provisória de Pinheiros, na capital paulista, em abril.
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