A gente faz agora nossa quarta viagem até a China. Na reportagem de hoje da série China, o país que não para, o Repórter Brasil mostra um pouco da medicina chinesa.
A maquete que parece a de uma cidade é, na verdade, a sede desta indústria farmacêutica. A Yiling tem 34 anos de mercado e fez a diferença na China ao produzir um remédio para o tratamento de sintomas da covid-19 antes mesmo das primeiras vacinas. A gigante farmacêutica segue os princípios da medicina tradicional chinesa, que não busca, exatamente, atacar a doença, mas tenta reequilibrar o funcionamento do organismo para promover a recuperação do corpo.
E aqui, cabe um relato pessoal. Ao chegar a Pequim, o combo de 30 horas de viagem, calor escaldante, ar-condicionado e noites mal dormidas de presente ao apresentador Guilherme Portanova uma inflamação de garganta e muita tosse alérgica. Era hora de atravessar a rua e ir à farmácia. Fui recomendado a tomar um xarope natural, uma espécie de “melagrião” chinês.
Se foi resultado do amargo xarope com gosto de tabaco ou efeito placebo, ponto para os chineses. Em 4 doses, a tosse diminuiu, não sentia mais irritação nas vias aéreas e a garganta estava normal. Dava para voltar a trabalhar.
A lista de doenças tratadas com fitoterápicos não se limita a problemas como resfriados ou tosse. Uma caixinha azul contém uma combinação complexa de ervas usada no controle do diabetes. A tradição e o pesado investimento em pesquisa tornaram os remédios naturais a regra dentro da rede de saúde nacional.
A equipe do Repórter Brasil foi autorizada a entrar em um dos locais de produção. De lá saem 17 produtos que acabam sendo exportados para 50 países.
Os fitoterápicos passam por testes para comprovar a eficácia. Eles são projetados também levando em conta o costume milenar dos famosos chazinhos.
Existe uma diferença entre os fitoterápicos chineses e os brasileiros. No Brasil, eles costumam ter uma matéria-prima como base e alguns outros componentes complementares. Já os chineses envolvem misturas complexas, geralmente, com um número maior de ingredientes. A empresa pretende ampliar a atuação no Brasil, mercado tido como estratégico para expansão na América Latina.
E tem também preocupação com a saúde mental de quem produz os medicamentos. Dentro da própria indústria há um ambiente comandado e coordenado para tornar o trabalho mais prazeroso para quem todos os dias vem para cá, não para passear ou descansar, mas vem para o trabalho.
Episódios
Reportagem 1 - China, o país que não para: automação impulsiona setor de logística
Reportagem 2 - China, o país que não para: veículos movidos a hidrogênio
Reportagem 3 - China, o país que não para: alta tecnologia para alimentar um bilhão
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