Na segunda reportagem da série China, o país que não para, o Repórter Brasil fala sobre o setor automotivo. O repórter cinematográfico Gilvan Alves e o apresentador Guilherme Portanova visitaram uma das maiores fábricas de carros da China para mostrar toda a tecnologia envolvida na produção dos veículos chineses. E olha, nas simulações de segurança, eles testam os carros enfrentando qualquer clima ou adversidade do planeta.
Nossa reportagem começa confortavelmente em uma van elétrica. A tela com o mapa deixa claro que aquilo que conhecemos como carro pode até manter o nome, mas na China já está muito diferente. Estamos em Baoding, cidade chinesa com 9 milhões de habitantes.
A fábrica que vamos conhecer já levou seus carros para o mercado brasileiro e instalou uma montadora em Iracemápolis, interior de São Paulo. Entre as empresas do setor há aquelas que apostam na especialização em um tipo principal de tecnologia, como carros híbridos. Aqui, a ordem é outra: oferecer o maior número de opções: elétrico, híbrido ou flex, segundo a preferência do consumidor. Logo na chegada, o primeiro modelo vendido no Brasil.
Só que conforto não é tudo. Não adianta um carro confortável incapaz de responder às condições do trânsito. Aqui, entra o laboratório. No túnel de vento é possível climatizar o ambiente, aumentar a exposição ao sol, chuva, ventania, simulando o que pode acontecer com carros no dia a dia.
“Por exemplo, no caso de um modelo totalmente novo, normalmente realizamos aqui entre 20 e 30 dias de testes. Neste ambiente conseguimos simular uma ampla faixa de temperaturas. Em condições de calor extremo, avaliamos o gerenciamento térmico do veículo e a eficiência de resfriamento do ar-condicionado. Em temperaturas muito baixas, testamos a capacidade de aquecimento do sistema. Além disso, avaliamos o sistema eletrônico de controle do veículo para verificar sua durabilidade e confiabilidade sob baixas temperaturas”, detalha Li Can, do departamento de Simulação e Testes.
A empresa tem 27 mil engenheiros com a missão de fazer a humanidade dirigir mais, pagando menos por quilômetro rodado e reduzindo o impacto ambiental. O coração do projeto está na tecnologia de baterias. Os chineses provaram que é possível mover 1.500 kg de metal sem queimar petróleo, mas mantendo o lucro. O avanço da tecnologia deu uma ajuda a manter os padrões de produção.
Para quem acha que os elétricos já são convencionais, nosso passeio pela Great Wall Motors, ou Grande Muralha Motores, termina no futuro: veículos movidos a hidrogênio. Por enquanto, 20 unidades estão certificadas e já rodaram 42 mil km como fase de testes. A meta é ter esses veículos vendidos e circulando nas ruas em 3 anos.
Episódios
Reportagem 1 - China, o país que não para: automação impulsiona setor de logística
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