O Haiti será um dos adversários do Brasil na Copa. O país caribenho é um dos mais pobres do mundo. No Brasil vivem cerca de 200 mil haitianos imigrantes e a TV Brasil conversou com um deles para saber um pouco mais da expectativa para esse jogo da primeira fase do mundial.
Mesmo tendo conquistado a independência em 1804, o Haiti continua carregando a pobreza e a violência herdadas da dominação francesa e de intervenções dos Estados Unidos. São 12 milhões de habitantes e 60% da população vive com menos de US$ 3,65 por dia. Além do imperialismo, um terremoto em 2010 devastou o país e deixou aproximadamente 200 mil mortos.
Mas o povo haitiano demonstra uma grande força e senso de comunidade, de onde vêm as músicas e a dança. O país é uma ilha localizada nas Antilhas, na América Central, entre o mar do Caribe e o Golfo do México, o que garante belezas naturais.
Segundo o órgão de apoio aos refugiados e migrantes da ONU, a ACNUR, mais de 200 mil haitianos vivem no Brasil. Rony Toussaint é um haitiano que vive no Brasil. Ele deixou a terra natal há 10 anos em busca de uma vida melhor. Rony começou com uma barbearia em São Paulo. Trabalhava lá enquanto estudava moda. Atualmente ele tem um ateliê e vive da costura.
O futebol acaba sendo uma válvula de escape para as dificuldades. Aí a ligação com o Brasil fica ainda mais estreita, inclusive pelo histórico amistoso de 2004 em Porto Príncipe, conhecido como Jogo da Paz.
Mesmo mandando todos os jogos fora do Haiti pela instabilidade constante do país, a seleção garantiu o retorno a uma Copa do Mundo depois de 52 anos e vai cruzar com o Brasil em 19 de junho. E o Rony sonha alto com o duelo com os pentacampeões do mundo. Aposta em 2 x 1 para o Haiti, com uma vitória de virada.
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