O novo tarifaço norte-americano deve ser confirmado a partir de 7 de julho, quando será realizada uma audiência sobre o assunto, mas a previsão é que atinja o Brasil, a União Europeia e mais 58 países. O argumento dos Estados Unidos é que alguns produtos exportados pra lá teriam sido fabricados com mão de obra explorada, ou em condições degradantes e análogas à escravidão.
O Brasil está no grupo que pode ser sobretaxado em 12,5%, junto com China, Índia, Japão, Coreia do Sul, Suíça. Já a taxa menor, de 10%, deve atingir economias como as do México, União Europeia, Reino Unido, Argentina e Canadá, parceiros dos norte-americanos.
Segundo os Estados Unidos, o Brasil recebeu a penalidade mais alta por não conseguir impedir a comercialização de produtos ligados ao trabalho forçado.
Em nota, o governo afirmou que a Organização Internacional do Trabalho (OIT), reconhece há décadas o Brasil como referência internacional no combate ao trabalho forçado. E diz que pode recorrer à Lei da Reciprocidade para fazer face a situações de injustiça contra o Estado brasileiro, sem amparo nas regras do comércio internacional. Além disso, o governo reafirma a expectativa de que as novas tarifas não sejam efetivadas.
Até que saia a decisão final, não dá pra saber se a cobrança será somada aos 25% de sobretaxa anunciados ontem e aos outros 10% que já estão em vigor. De qualquer forma, cerca de 21% das exportações brasileiras podem ser afetadas.
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