Os Estados Unidos anunciaram, nesta quarta-feira (3), uma nova tarifa a 60 países, incluindo o Brasil. A alegação agora é de falha no combate ao trabalho forçado. O presidente Lula respondeu, disse que não pode aceitar o tratamento dado pelos EUA às exportações brasileiras.
Foram duas reuniões ministeriais de ontem pra hoje, depois dessas duas sobretaxas anunciadas por Donald Trump em menos de 24 horas. Hoje, a nova taxação prevê uma cobrança adicional de 12,5% sobre as exportações brasileiras para os Estados Unidos, com a justificativa de que o Brasil não combate o trabalho escravo e que explora esse tipo de mão de obra mais barata na produção do que é vendido para os americanos. É isso que aponta uma investigação do escritório norte-americano e também afetou a União Europeia e outros 58 países.
O presidente Lula, que conduziu a reunião de hoje, disse que foi pego de surpresa com esses tarifaços, já que havia iniciado uma negociação com Donald Trump sobre questões comerciais. E chamou de inverdades os argumentos apresentados contra o Brasil.
Lula afirmou que vai enviar uma nova carta ao presidente americano. Isso deixa clara a intenção do Brasil de continuar negociando. Mas o presidente subiu o tom, disse que não vai baixar a cabeça diante da nova sanção e que a reunião de hoje serviu para alinhar o discurso do governo contra essa ofensiva.
Ele também prometeu escrever artigos na imprensa internacional e levar o assunto à Cúpula do G7, em julho, com a intenção de denunciar o desmonte das instituições internacionais e cobrar o fortalecimento do multilateralismo.
Sobre a relação comercial com os Estados Unidos, o presidente afirmou que o Brasil vai atuar para abrir novos mercados para os produtos nacionais.
“Nós não podemos aceitar o tratamento que os Estados Unidos deu ao Brasil essa semana. Não é possível, ninguém pode dizer que o Brasil se negou a negociar a com os Estados Unidos. E depois a questão comercial, é importante lembrar os nossos comerciantes, isso aqui é importante lembrar ps companheiros que fazem comercialização: se os Estados Unidos querem problemas, ele tem o direito de não querer. Agora, nós não vamos ficar chorando, nós vamos procurar outro parceiro. Se ele não quer comprar, a gente vai vender para quem quiser comprar”, afirmou o presidente.
Clique aqui para saber como sintonizar a programação da TV Brasil.