A caça ilegal continua ameaçando espécies da fauna brasileira e comprometendo o equilíbrio dos ecossistemas. No Piauí, órgãos ambientais têm reforçado as ações de fiscalização e conscientização para combater essa prática. A reportagem é da TV Antares, parceira da Rede Nacional de Comunicação Pública.
Segundo o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), mais de 63 mil animais silvestres passaram pelos centros de triagem somente em 2025, muitos deles vítimas de caça, tráfico ou cativeiro irregular.
Os animais mais frequentemente resgatados são aves e mamíferos e, em menor escala, répteis. Eles desempenham papel fundamental para a manutenção dos ecossistemas, contribuindo para a polinização e a dispersão de sementes. Atualmente, entre 70% e 80% das plantas do mundo dependem de animais para serem polinizadas.
No Piauí, operações recentes realizadas pela Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos intensificaram o combate a esse tipo de prática ilegal. A caça ilegal, proibida pela Lei de Crimes Ambientais, é enfrentada diariamente pelas equipes de fiscalização.
Durante as operações, são apreendidos diversos instrumentos utilizados por caçadores. Entre eles estão armadilhas instaladas em tocas de tatu, que impedem a saída do animal após a captura. Em muitos casos, os caçadores também utilizam fogo para afugentar os animais silvestres, o que relaciona diretamente a caça aos incêndios florestais.
Além disso, as equipes atuam no combate à pesca predatória. Os órgãos ambientais destacam que a população também tem papel fundamental nessa luta. Denunciar atividades suspeitas, evitar a compra de animais silvestres e adotar práticas de preservação ambiental são atitudes que ajudam a reduzir esse tipo de crime.
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