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Anatomia da derrota: Brasil muda estilo e perde para a Noruega

Repórter Brasil

No AR em 06/07/2026 - 19:00

Ao longo da história, nenhuma seleção tratou a bola com tanto carinho quanto a brasileira. Por isso, diante da Noruega, ela deve ter estranhado. “Por que vocês não me querem?”, perguntou a bola.

Havia uma estratégia, equivocada. Carlo Ancelotti montou a seleção do mesmo jeito que conquistou cinco vezes a Liga dos Campeões da Europa: entregando a bola ao adversário e apostando no contra-ataque. Só esqueceu de combinar com o goleiro da Noruega, que decidiu ser o protagonista. Defendeu pênalti, fechou o gol e desmontou o plano brasileiro.

A Noruega agradeceu o presente. Ficou com a bola em 65% do tempo. E fez dela o que quis, na hora que quis, no ritmo que quis.

No futebol de clubes, dá para adaptar o jogo ao elenco. Na seleção, nem sempre. Seleção tem memória, tem identidade e, em Nova Jersey, o Brasil não pareceu o Brasil.

“Ah, se o pênalti entra…”. “Ah, se o Endrick termina dentro do gol…”. “Ah, se o Rayan não sai e a marcação não perde consistência…”. “Ah, se o Brasil não jogasse com apenas dois homens no meio-campo…”. O "se" a bola não reconhece. Ele não existe no futebol.

O fato é que o Brasil assistiu ao adversário jogar e se despediu de um mundial em que tinha futebol para ir mais longe.

Deixa eu falar bem baixinho… Talvez tenha faltado um pouco de Paraguai ao Brasil. Daquele Paraguai que marca como se a vida dependesse de cada dividida. Que sofre sem a bola, mas nunca desiste dela.

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Criado em 06/07/2026 - 20:05

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