O Irã voltou a atacar, nesta quinta-feira (9), bases dos Estados Unidos no Qatar, no Kuwait e no Baréin, países considerados aliados de Washington. Segundo o Irã, foi uma retaliação aos ataques dos Estados Unidos, que mataram pelo menos 14 pessoas. Com novos bombardeios na região, o Irã afirmou que a reabertura do Estreito de Ormuz será interrompida novamente.
Segundo as forças armadas iranianas, diversos ataques atingiram a infraestrutura militar dos Estados Unidos em diferentes países no Oriente Médio, na região do Golfo Pérsico. A retaliação teria vindo após bombardeios norte-americanos contra o sul e contra o leste do Irã, aumentando ainda mais a tensão sobre o acordo de cessar-fogo, iniciado há três semanas.
Na quarta-feira (8), o exército norte-americano havia afirmado que seus últimos ataques ocorreram para manter o Estreito de Ormuz aberto, após alegações de que as forças iranianas tinham atacado três petroleiros na região. Os ataques dos Estados Unidos atingiram 90 alvos militares e aconteceram horas depois de o presidente Donald Trump ter declarado que acreditava que o cessar-fogo provisório com o Irã havia terminado.
Segundo o Ministério da Saúde iraniano, os ataques dos Estados Unidos dos últimos dois dias mataram pelo menos 14 pessoas e feriram outras 78. A agência Fars disse que um dos ataques atingiu uma ponte ferroviária usada para o comércio com a Rússia e a China.
Cortejo fúnebre de Khamenei
Os bombardeios também ocorreram enquanto o Irã se preparava para enterrar hoje o líder Aiatolá Ali Khamenei no santuário mais sagrado do país, o de Mashad, completando uma semana de cortejos fúnebres e manifestações em massa. Khamenei foi morto em um ataque aéreo dos EUA no primeiro dia dos conflitos, em 28 de fevereiro.
Os preços do petróleo, que haviam disparado ontem em meio a preocupações com o impacto dos novos ataques sobre o abastecimento global, recuaram hoje, à medida em que era avaliado se a escalada era tática, temporária, ou se pode resultar em um colapso total do cessar-fogo.
Estreito de Ormuz
O Irã já afirmou hoje que esses ataques recentes dos Estados Unidos interromperam a reabertura do Estreito de Ormuz. Antes do conflito atual, a passagem pelo estreito era livre e responsável pelo tráfego de aproximadamente 20% do petróleo consumido no mundo.
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