A semana foi marcada pela reação do governo brasileiro às novas tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre os produtos brasileiros. Uma das possíveis respostas às sanções norte-americanas é a Lei da Reciprocidade.
A Apex e o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio calcularam que quase 19% de tudo o que o Brasil vende para os Estados Unidos devem ser afetados. Esse tarifaço foi anunciado junto a uma lista extensa de exceções, incluindo petróleo, café e carne bovina. Mesmo assim, os impactos são significativos. Dos US$ 38 bilhões que o Brasil negocia com os Estados Unidos, cerca de US$ 7 bilhões devem ser afetados.
A primeira reação do governo foi avaliar esse tarifaço como injusto, descabido e sem argumentos técnicos. Agora, o foco do governo é proteger as empresas. Primeiro, os setores serão ouvidos e, depois, socorridos por meio do programa Brasil Soberano. Em uma outra frente, a Apex também promete lançar, em agosto, um programa de diversificação de mercados, com um investimento de R$ 130 milhões.
As negociações seguem abertas. O Brasil quer negociar e conversar com os Estados Unidos, mas não descarta a possibilidade de aplicar a Lei da Reciprocidade. Na prática, isso significa sobretaxar, na mesma proporção, os produtos norte-americanos que são vendidos para o Brasil. Contudo, essa aplicação não é imediata. A própria lei exige, primeiro, o diálogo. Além disso, o Brasil também pode recorrer à OMC, que é a Organização Mundial do Comércio.
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