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Brasil continua fora do Mapa da Fome, aponta relatório da ONU

Repórter Brasil

No AR em 22/07/2026 - 19:00

O Brasil continua fora do Mapa da Fome e avançou no combate à insegurança alimentar severa. O relatório anual elaborado por agências das Nações Unidas também aponta uma pequena melhora no cenário mundial. Ainda assim, 645 milhões de pessoas passaram fome no mundo em 2025.

O Brasil permanece fora do Mapa da Fome. Segundo dados do relatório da ONU, no triênio de 2023 a 2025, a parcela da população que não tem renda suficiente para consumir a quantidade mínima de calorias para uma vida saudável ficou abaixo de 2,5%. O novo relatório das Nações Unidas também mostra que a insegurança alimentar severa caiu para 0,6%. É o menor índice já registrado desde o início da série histórica, em 2014. 

Desde 2020, o percentual de insegurança alimentar severa vem caindo no Brasil. Saiu de 8,5% para 0,6%, o que significa uma redução de 16,7 milhões de pessoas nesta situação. O relatório também aponta uma queda na parcela da população que não consegue pagar por uma alimentação saudável. O índice passou de aproximadamente 24%, em 2023, para 21%, em 2025.

Daniel Balaban (diretor do Programa Mundial de Alimentos da ONU no Brasil): "Essa melhora se deve hoje a uma conscientização de vários países do mundo em criarem políticas públicas de combate à fome e de combate à pobreza. O Brasil hoje é um pioneiro em políticas públicas nesse sentido, tanto que o Brasil ajuda, inclusive, através da cooperação internacional, vários países do Sul Global a criarem políticas públicas. E quando eu falo políticas públicas, vou dar um exemplo: políticas de alimentação escolar. É um fator extremamente importante, porque alimenta as crianças em situação de vulnerabilidade ao redor do planeta, e cada vez mais países do mundo estão criando programas de alimentação escolar. Então, esse é um dos fatores."

Mas, no restante do mundo, o ritmo de redução da fome ainda é insuficiente para o cumprimento da Agenda 2030 do Desenvolvimento Sustentável, que busca zerar essa situação. Apesar da redução de quase 14 milhões de pessoas passando fome em comparação com 2024, a projeção é que, daqui a quatro anos, mais de 500 milhões ainda sofram com essa insegurança alimentar.

Daniel Balaban (diretor do Programa Mundial de Alimentos da ONU no Brasil): "Mais da metade do número de pessoas em insegurança alimentar está no continente africano, mas houve melhora dos números tanto no continente asiático quanto aqui na América Latina e Caribe. A gente ainda acredita que é possível chegarmos até o ano de 2030 praticamente zerando esses números. Mas, para isso, tem que acabar com os conflitos armados, que são uma das causas que comprometem essa melhora; a questão das mudanças climáticas também, porque afetam muitas pessoas ao redor do planeta, principalmente esses agricultores familiares; e as crises econômicas, que são fruto de todos esses conflitos e de toda essa situação. Entram crises econômicas fazendo com que, em várias partes do planeta, as pessoas não tenham dinheiro, não tenham acesso a alimentos adequados, alimentos nutricionalmente adequados."

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Criado em 22/07/2026 - 21:05

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