O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) decidiu, nesta terça-feira (14), aumentar o percentual de etanol na gasolina de 30% para 32%. O objetivo é diminuir a dependência do Brasil da importação de gasolina e se prevenir das oscilações do mercado internacional.
A decisão permitirá que o Brasil deixe de importar cerca de 900 milhões de litros de gasolina por ano, de acordo com estimativas do Ministério de Minas e Energia.
Esta já é a segunda vez que o Brasil aumenta o percentual de etanol na gasolina em um ano. Em 2025, teve um aumento de 27,5% para 30%; agora, de 30% para 32%; e o governo já estuda a possibilidade de um aumento futuro para 35%.
Essa decisão, de acordo com o Ministério de Minas e Energia, foi tomada com base em estudos técnicos realizados pelo Instituto Mauá de Tecnologia. Estudos que, de acordo com o ministério, comprovam que essa nova mistura não vai prejudicar os carros, principalmente os motores dos veículos e das motos, e nem prejudicar também o consumo.
A expectativa agora do governo é que o combustível baixe o preço lá na bomba, isso diante desse cenário de indecisão dos preços, principalmente depois da guerra no Oriente Médio.
A decisão de hoje tem um prazo de 180 dias, mas pode ser prorrogada e pode se tornar definitiva, de acordo com o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira:
"O governo submete a testes científicos de física, química e motorização para aumentar as misturas a partir de 32 (%). Até 32 (%), o Instituto Mauá nos deu o laudo de que nós estamos habilitados a fazer o aumento. A própria resolução, ao final dela, nós podemos consolidá-la num próximo CNPE, ao final do prazo, e torná-la completamente permanente. Eu acho que ela já dá a previsibilidade que o setor precisava para poder iniciar os novos investimentos, que geram emprego, geram renda, geram inclusão, geram crescimento. Barateia R$ 0,03, mas, principalmente, aquilo que eu disse, diminui a nossa dependência de importação de gasolina."
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