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Copa do Mundo une celebração e manifestações culturais 

Repórter Brasil

No AR em 03/07/2026 - 19:00

Um milhão de torcedores em êxtase nas ruas da Cidade do México. A seleção mexicana ainda não levou gol na Copa e enlouquece a torcida que inventou o grito de "Olé" e a "Ola"!

Não à toa, o Estádio Azteca é um dos três mais importantes da história do futebol. Nele ecoou o canto de solidariedade pela Venezuela, que enfrenta as consequências trágicas de um forte terremoto.

Torcer é um ato de solidariedade, a expressão do sentimento pela vitória do outro. Por onde passaram, os holandeses formaram um mar laranja de alegria. Uma espécie de poropopó que Memphis Depay conhece bem.

Torcer cria laços inimagináveis e aproxima personagens separados pelo tempo. Os reis da Holanda dançaram no vestiário de Curaçao. Torcida que levou o azul do Caribe para dentro das arenas da Copa.

Por falar em ilha, os torcedores de Cabo Verde quase não acreditaram ao ver a seleção do país passar de fase logo na estreia em mundiais.

Acima da multidão, uma estátua viva de Patrice Lumumba liderou a torcida do Congo. Herói da independência do país, foi assassinado por forças colonizadoras. Viralizou.

Nove das dez seleções africanas foram além da primeira fase, o que deixou os marroquinos felizes da vida. Eles podem repetir a boa campanha de quatro anos atrás.

A Copa mais decolonial da história viu os paraguaios sambarem diante da Alemanha. Larissa Riquelme, torcedora símbolo do Paraguai desde 2010, se emocionou.

Os latinos tomaram conta de Times Square, coração da principal metrópole do planeta.

Os canadenses tiveram que viajar até Los Angeles para festejar. Voltaram para casa classificados. Um privilégio.

Em comunhão, jogadores e torcedores ingleses cantam Beatles e Oasis após cada vitória.

Muitas novidades marcam a maior Copa da história. Nas arquibancadas não é diferente: o futebol com os pés tem deixado os americanos de boca aberta.

Parte da culpa é dos franceses, cada vez mais favoritos ao título.

A remada norueguesa empurra a seleção que será a próxima adversária do Brasil. Lembra os vikings, que conquistaram o mar do Norte há centenas de anos.

O Brasil foi descoberto por caravelas. E o mar, para nós, não chega a ser um mistério. O domingo vai mostrar quem rema melhor e aproveita o vento no rumo certo.  
 

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Criado em 03/07/2026 - 20:05

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