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Estado de São Paulo bate recorde de feminicídios

Repórter Brasil

No AR em 31/07/2026 - 19:00

O estado de São Paulo bateu o recorde de feminicídios para um primeiro semestre do ano. Foram 141 casos registrados, 10% a mais do que o primeiro semestre do ano passado, que também já tinha sido recorde. 

A Secretaria de Segurança Pública divulgou esses dados de todo o estado de São Paulo, e, no primeiro semestre, há um aumento de 10%. Nós estamos falando de uma diferença de 128 mortes para 141 mortes. Mas a secretaria também fez uma divulgação de números mês a mês. Então, tem esse olhar macro, que é o semestral, e tem esse olhar de mês a mês. 

Em junho, por exemplo, caiu. Teve uma queda de 21 para 17. É bom a gente entender que junho nós estamos comparando com junho do ano passado. E o semestral nós estamos falando de janeiro a junho de um ano para o outro. 

Como nós estamos falando de todo o estado de São Paulo, a gente vai falar por região. A capital paulista, por exemplo, teve um aumento no mês de junho: são três feminicídios, um a mais do que no ano passado. Mas nessa visão macro, semestral, teve uma queda de 31 para 24 registros. A região metropolitana também teve uma queda, de 27 para 21, de janeiro a junho, comparando um ano ao outro, e também, no mês de junho, de oito ocorrências para três. 

Mas quando a gente olha para o interior de São Paulo, aí o aumento realmente chama a atenção. De janeiro a junho deste ano para janeiro a junho do ano passado, subiu de 70 para 96 feminicídios. E o mês de junho continuou estável, com 11 ocorrências. 

As forças de segurança falam muito na necessidade da denúncia, que é importante denunciar, é importante que a mulher saiba disso; ela pode ligar para o 180 24 horas por dia. E as pessoas ao redor dela também devem prestar muita atenção, pois essa mulher precisa de empatia. 

E é justamente a empatia que nos leva a esse interior do estado de São Paulo. Nós conversamos com uma especialista que explicou o seguinte: isso pode estar acontecendo por causa da falta de Delegacia de Defesa da Mulher, que são as delegacias especializadas. São 144 em todo o estado, mas apenas 19 atendem 24 horas por dia. E a mulher precisa de empatia neste momento. A nossa entrevistada especialista falou sobre uma diferença que chamou a atenção: o número de feminicídios aumentou 10% e o de homicídios, 7%. Então, nós queremos saber se realmente é um número real de comparação ou uma readequação de dados da Secretaria de Segurança Pública.

Jaqueline Ferreira (doutora em demografia): "A gente tem muitos casos em que não foi adequadamente classificado, porque a gente está falando sobre classificação penal. Então, entra com uma natureza do crime que não é a real natureza do crime. Entra de uma forma genérica. E aí, só depois da investigação que acaba, ao final, sendo classificado ou não como feminicídio. Mas, quando a gente tem uma polícia especializada, com o treinamento dos policiais, do corpo legista, a gente tem uma capacidade maior de atribuir a classificação de feminicídio nos casos de assassinato de mulheres."

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Criado em 31/07/2026 - 21:45

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