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EUA iniciam audiência sobre tarifa de 25% a produtos brasileiros

Repórter Brasil

No AR em 06/07/2026 - 19:00

Começou, nesta segunda-feira (6), nos Estados Unidos, a audiência pública sobre a proposta do país de sobretaxar produtos brasileiros em 25%. Pelo menos 40 entidades e empresas brasileiras e norte-americanas se inscreveram para participar. 

As audiências vão até amanhã e fazem parte da chamada "Seção 301" da legislação comercial norte-americana. Ela permite que empresas, associações, governos e outras partes apresentem seus argumentos antes da decisão final.

Entre os mais de 40 representantes do Brasil inscritos, estão entidades do agro, da indústria, aviação e até políticos. Cada participante tem até cinco minutos e, ao final, os representantes do escritório podem fazer perguntas. Comércio digital, tarifas preferenciais, combate à corrupção, proteção à propriedade intelectual, etanol e desmatamento ilegal devem ser abordados.

O Escritório do Comércio dos EUA também alega que o Brasil, por meio do Pix e outras práticas comerciais, prejudica empresas norte-americanas, o que já foi demonstrado pelo Brasil que isso, na prática, não ocorre.

Desde a notificação, o Brasil segue em conversas com os Estados Unidos. Na última semana, representantes do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio se reuniram com representantes norte-americanos e uma nova reunião já está marcada para o dia 15 de julho.

O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban, disse hoje que, caso a tarifa não seja revertida, é importante pelo menos aumentar as exceções. 

“Treze dos maiores produtos que serão impactados, em 11 deles, nós somos o maior exportador, o maior fornecedor, para a economia americana. Então tem dados que, se a gente conseguir fugir de eventuais impactos ou efeitos da geopolítica sobre essa decisão, poderemos reverter. E, mesmo assim, na pior das hipóteses, até o dia 15, que a gente aumente substancialmente as exceções. Nós temos que manter o diálogo. Temos que esperar que o governo possa manter o diálogo dentro dessa lógica técnica. Sabemos que toda uma geopolítica está envolvida, mas, se nós não fizermos o trabalho mais técnico possível, de convencimento, contínuo, mesmo que a gente não tenha todo o sucesso esperado até o dia 15, nosso trabalho não terminou. Nós temos que lembrar que a alíquota geral de até 10% acaba no final deste mês. Então, nós vamos ter perda de competitividade se ficarmos nos 25%, quiçá esses 12,5% a mais.”
 

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Criado em 06/07/2026 - 19:50

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