Em meio à crescente demanda por práticas sustentáveis, a busca por soluções de reaproveitamento de resíduos que diminuem os impactos ambientais vem crescendo nas instituições de pesquisas. Foi assim que, em 2024, surgiu o primeiro laboratório de celulose da Amazônia.
No laboratório, a ciência olha para aquilo que durante muito tempo era descartado. As sobras do artesanato em miriti agora são base para pesquisas que transformam resíduos amazônicos em papel sustentável. Um encontro entre saber ancestral, inovação e futuro. O resíduo do miriti passa por um processo longo e delicado. Da separação da fibra à secagem final, o material percorre nove etapas e leva cerca de quatro dias até se transformar em papel. Ao final do processo, são produzidas as folhas feitas a partir das sobras do artesanato amazônico.
Miriti é tecnologia
O miriti também vem ocupando outros espaços no Pará e no Brasil. No Parque de Ciência e Tecnologia Guamá, o material amazônico é usado na produção de óculos de realidade virtual que já chegaram a escolas de seis estados brasileiros.
O projeto Geometa: aprenda geometria no metaverso, aplicativo para usar os óculos de miriti, ganhou reconhecimento nacional. Ele foi finalista do prêmio Finep 2025 Região Norte. A iniciativa ficou entre as três melhores na categoria transformação digital da indústria para ampliar a produtividade. Foram mais de 100 projetos selecionados em todo o Brasil e 23 na Região Norte.
Na floresta, nos laboratórios e com tecnologia, o miriti ajuda a pensar soluções para o futuro.
Pequenos empreendedores como Valdeli Costa ajudam a movimentar a economia criativa e a fortalecer negócios na região. Segundo o Sebrae, os pequenos negócios representam 95% das empresas do país. Só no Pará, são mais de 238 mil empreendimentos. Mas para que essa cultura continue viva, é preciso cuidar da floresta.
Da floresta às mãos dos artesãos. Da mesa ao laboratório. Da tradição à inovação. O miriti mostra que o futuro da Amazônia nasce dos saberes que vêm das águas, da floresta, das comunidades ribeirinhas. E com ciência e tecnologia, vai bem longe. Da árvore da vida para o sustento de gerações, o miriti molda identidade, cultura e futuro. É a Amazônia que segue viva nas mãos de quem preserva, empreende e resiste!
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Reportagem 1 - Miriti: o manejo sustentável do miritizeiro
Reportagem 2 - Artesanato de miriti gera renda para pequenos produtores de Abaetetuba
Reportagem 3 - O poder do miriti na tradição e na gastronomia contemporânea
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