Quase uma década de sanções dos Estados Unidos à Venezuela está dificultando a resposta aos terremotos da semana passada. Faltam recursos e máquinas para os trabalhos de resgate da população. Até o momento, 2.295 pessoas morreram.
O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos flexibilizou algumas sanções na semana passada. Mas esse alívio temporário ainda não foi suficiente para compensar anos de barreiras comerciais que dificultaram a obtenção de recursos e, principalmente, de equipamentos que agora são essenciais para os trabalhos de resgate e reconstrução.
Os próprios Estados Unidos reconheceram que as sanções têm um impacto que dificulta a ajuda humanitária, explica Diego Sequera, analista político venezuelano.
As sanções à Venezuela foram impostas em 2017, como arma de política externa dos Estados Unidos, para dificultar financiamentos da dívida do país, da indústria do petróleo e também de transações monetárias. Estimativas das Nações Unidas indicam que os terremotos afetaram 7 milhões de pessoas e causaram danos materiais de US$ 6,7 bilhões. Milhares de venezuelanos seguem desaparecidos. Para os trabalhos de resgate, faltam máquinas pesadas para retirar os escombros. Este voluntário de La Guaira pergunta onde estão as máquinas que podem levantar toneladas de concreto.
"Nós estamos esperando, porque cada minuto conta para quem está embaixo desse entulho, esperando para ser liberado", explica.
Hoje, o Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas fez um apelo urgente para uma ajuda internacional inicial de US$ 50 milhões para fornecer alimento a até 500 mil pessoas por três meses. A entidade alerta que os sobreviventes podem enfrentar fome e doenças depois dos terremotos.
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