Equipes de salvamento e residentes em La Guaira continuam procurando sobreviventes sob os escombros após o terremoto que matou milhares de pessoas e deixou quase 18 mil desabrigadas. Ruth Garcia ainda guarda a esperança de recuperar a sua avó de 87 anos.
“Não concordamos com a demolição, porque queremos nossos familiares vivos ou, pelo menos, recuperá-los, não importa como eles estejam. Se as máquinas vierem, não conseguiremos encontrar ninguém. Não vamos permitir isso”, desabafa ela.
As Nações Unidas estimam que, ao todo, mais de um milhão de pessoas foram afetadas pela tragédia e apela para que a ajuda internacional continue chegando ao país. Em um dos abrigos, voluntários distribuem água potável e comida. Os sobreviventes, neste momento, contam apenas com a solidariedade para tentar se recuperar e afirmam que o suporte recebido tem sido fundamental.
“A comida é boa e eles nos tratam muito bem, graças a Deus. Eles nos ajudam com tudo, porque ninguém esperava que isso pudesse acontecer”, conta Antonio Mayorga.
De acordo com Tom Fletcher, do escritório humanitário da ONU, a coordenação entre as Nações Unidas e o governo local tem facilitado a ajuda internacional. A ONU já reservou US$ 300 milhões de dólares para apoiar os venezuelanos.
Enquanto isso, voluntários de diversos países têm recolhido doações para enviar à Venezuela. Em Nova York, caixas com os donativos são empilhadas na entrada de um restaurante.
A Organização Pan-Americana da Saúde afirmou que a falta de água potável é uma das maiores preocupações neste momento. A entidade ainda destaca que é preciso garantir o acesso à vacina, em um país onde os índices de vacinação são baixos.
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