Além de mais pessoas aptas a votar, as eleições deste ano ganharam também mais diversidade. Dados de representatividade da Justiça Eleitoral mostram um aumento no número de eleitores que fizeram questão de se declarar indígenas, quilombolas e também com alguma deficiência. Junto a isso, cresceu também o desafio de garantir a acessibilidade para assegurar o direito de escolher os nossos representantes.
Este é o maior número de eleitores com deficiência já registrado pela Justiça Eleitoral. São quase dois milhões de pessoas aptas a votar, um crescimento de 42,5% em relação às eleições gerais de 2022. O aumento é atribuído, entre outros fatores, à atualização do cadastro eleitoral e ao maior acesso desse público aos serviços da Justiça Eleitoral.
Para acompanhar esse crescimento, a Justiça Eleitoral ampliou em 43% o número de seções eleitorais principais com acessibilidade, que agora somam mais de 223 mil em todo o país. Além da estrutura física adaptada, as urnas eletrônicas oferecem recursos como sistema de áudio para pessoas com deficiência visual, teclado em braile, identificação tátil nas teclas e compatibilidade com tecnologias assistivas, garantindo mais autonomia e segurança ao eleitor.
A ampliação da participação também aparece entre povos e comunidades tradicionais. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o número de eleitores indígenas cresceu 84% em relação a 2022 e chegou a 287.157 pessoas. Já o eleitorado quilombola praticamente dobrou no mesmo período, totalizando 188.371 eleitores. Esses dados levam em conta a autodeclaração dos eleitores no momento do cadastro ou da atualização do título, o que também reflete uma maior identificação dessas populações nos registros da Justiça Eleitoral.
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