Uma pesquisa desenvolvida pela Universidade Federal do Rio de Janeiro encontrou uma substância antidepressiva muito utilizada por humanos, a sertralina, no cérebro de tubarões-martelo que nadam pela costa do Rio de Janeiro. A tese dos cientistas é que, depois de consumido como medicamento, o elemento é excretado pela urina e vai parar no mar, através da rede de esgoto.
Os tubarões analisados foram entregues aos cientistas por pescadores. Os indivíduos ficaram presos por acidente nas redes, entre Copacabana e Recreio dos Bandeirantes. As pesquisas com a sertralina fazem parte do projeto Eco Shark, coordenado pela professora Mariana Alonso.
A detecção da substância, no entanto, não permite afirmar que houve qualquer alteração nos animais.
Apesar da importância do laboratório, as pesquisas nele desenvolvidas correm o risco de serem paralisadas. O problema está nos dois aparelhos cromatógrafos, que analisam justamente as moléculas das amostras, e que estão estragados. Agora a equipe aguarda verbas para consertar os equipamentos, que não têm prazo para voltarem a operar.
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