O governo brasileiro decidiu prorrogar a ajuda para conter o preço da gasolina, após fim do cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã.
A nova alta dos preços do petróleo desta quinta-feira motivou o governo a manter, por prazo determinado, a alíquota de 12% do imposto de exportação incidente sobre óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos.
A decisão busca proteger o mercado interno de um possível desabastecimento de combustíveis. A determinação foi tomada após a deterioração do ambiente geopolítico no Oriente Médio, com novos ataques dos Estados Unidos ao Irã.
A medida vale por até 60 dias e será reavaliada após 30 dias, dependendo da evolução do cenário internacional e de seus impactos sobre o mercado de petróleo e combustíveis.
Na quarta-feira (7), o preço do barril do petróleo voltou a subir e chegou a US$ 80. O ministro da Fazenda, Dário Durigan, disse, hoje, que, se as causas da guerra cederem, os subsídios serão retirados. Ele destacou que, no caso do diesel, por exemplo, o valor do PIS/Cofins já é cobrado normalmente. E o ICMS para importação do diesel, que era dividido com os estados e valia por dois meses, já não está mais em vigor.
As medidas emergenciais de intervenção nos combustíveis começaram em março de 2026 com os subsídios no litro do diesel e a desoneração de impostos. Em maio, também foram implementados subsídios sobre o preço da gasolina. E, no início desse mês, começaram os processos de retirada dos subsídios, medida que foi paralisada pelos novos acontecimentos no Oriente Médio.
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