O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) apontou falhas humanas, operacionais e também de fiscalização, no relatório sobre o acidente com o avião da Voepass. A aeronave caiu no interior de São Paulo, em 2024.
Essas informações constam do que seria o relatório final do Cenipa. Esse relatório acabou vazando porque foi enviado a empresas no exterior: a fabricante francesa da aeronave e a fabricante canadense do motor. Segundo essas informações, esse procedimento faz parte da praxe: primeiro o relatório é encaminhado às empresas envolvidas e, só depois, divulgado no Brasil.
As conclusões do documento apontam que os pilotos e a tripulação decidiram voar naquele dia mesmo sabendo que o sistema de degelo da aeronave apresentava falhas e que havia previsão de formação severa de gelo na rota. Segundo o relatório, eles assumiram esse risco porque havia uma cultura organizacional frágil em relação à segurança. A tripulação já estaria habituada, por assim dizer, a ignorar os riscos associados aos alertas emitidos.
Ainda de acordo com as informações, o relatório atribui responsabilidade à empresa Voepass, aos pilotos, aos técnicos e à tripulação. Também responsabiliza a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), ao afirmar que a agência fiscalizou e identificou as falhas, mas não adotou medidas para minimizar os riscos. Assim, todos esses fatores teriam contribuído para a queda da aeronave.
A TV Brasil procurou a Voepass, mas não obteve resposta. Também entrou em contato com o Cenipa, que informou que só vai se manifestar quando o relatório final, ainda em elaboração, for oficialmente concluído.
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