A terça-feira (7) foi o segundo dia das audiências públicas nos Estados Unidos sobre a tarifa comercial de pelo menos 25% que o governo Donald Trump quer impor ao Brasil a partir do dia 15 de julho Representantes do setor produtivo brasileiro criticaram a medida e, no intervalo, o governo voltou a se reunir com a equipe econômica de Trump para seguir tratando desse assunto.
Nesse segundo dia de audiências, tiveram a palavra por cinco minutos representantes de diversos setores como indústria siderúrgica, metalúrgica, tecnologia, setores de calçados, vestuário e energia. Houve a participação de políticos também, como o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O governo federal enviou respostas escritas e observadores estiveram na audiência que, na prática, é um processo de escuta, não tem um papel decisório sobre a aplicação das tarifas.
Entre as entidades que participaram, a Abimaq, do setor de máquinas e equipamentos para a indústria, mostrou que o comércio dentro do setor é superavitário para os Estados Unidos em mais de US$ 1 bilhão e que mais de 82% das exportações são feitas entre empresas do mesmo grupo. Por isso, a taxação de 25% prejudicaria as próprias empresas norte-americanas.
Também hoje, segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, representantes do governo tiveram reuniões técnicas, classificadas como proveitosas, com os Estados Unidos. Novas reuniões devem ocorrer ainda nesta semana.
Essa ameaça de novas tarifas extras foi anunciada em junho e no início deste mês o Brasil respondeu formalmente por meio do Itamaraty. Segundo o documento, as críticas ao Pix e a decisões da justiça não podem ter relação com as tratativas sobre o comércio exterior brasileiro. A previsão é que o governo dos Estados Unidos decida sobre as novas tarifas até o dia 15 de julho.
Tarifas elevarão preço do café nos EUA
O café brasileiro também está no centro das negociações comerciais entre Brasil e Estados Unidos. O setor avalia os impactos das tarifas sobre as exportações e no preço pago pelos consumidores americanos.
A TVE do Espírito Santo conversou com Marcos Matos, diretor-geral do Conselho de Exportadores de Café, um dos representantes da missão brasileira.
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