As chances de que o fenômeno El Niño atinja intensidade muito forte este ano aumentaram. A atualização foi publicada hoje pela Agência Oceânica e Atmosférica Norte-Americana.
Em menos de um mês, a previsão de um Super El Niño subiu de 63% para 81%. Isso porque a interação entre o oceano mais quente e a atmosfera ficou mais evidente. As mudanças nos padrões de vento, umidade e formação de nuvens próximas à região do Pacífico Central já são suficientes para colocar o El Niño deste ano entre os mais intensos já registrados.
Os cientistas preveem que o fenômeno também deve atingir seu pico antes do previsto anteriormente, chegando ao nível mais extremo entre outubro e dezembro deste ano. E deve durar, ao menos, até o início do outono, em abril do ano que vem.
Um El Niño mais forte aumenta as chances de que os eventos climáticos extremos ocorram. No Brasil, o fenômeno é responsável por aumentar as chuvas na região Sul, intensificar a estiagem no Norte e gerar ondas intensas de calor no Centro-Oeste e Sudeste. Com essa nova previsão, é possível também que o país enfrente um verão extremamente quente este ano.
Nos últimos anos, os eventos de El Niño estiveram associados aos recordes de calor pelo mundo. Em 2024, quando o fenômeno foi considerado "moderado", o mundo registrou o ano mais quente da história.
Clique aqui para saber como sintonizar a programação da TV Brasil.