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Tarifaço dos EUA atinge exportações e mobiliza o Plano Brasil Soberano

Repórter Brasil

No AR em 17/07/2026 - 19:00

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse, nesta sexta-feira (17), em entrevista coletiva em São Paulo que o governo federal não pensa em retaliação aos Estados Unidos pela nova taxação a produtos brasileiros, mas que avalia mecanismos de reciprocidade. Durigan falou ainda em ajuda aos setores afetados por meio do Plano Brasil Soberano. O setor de calçados deve ser afetado pela nova tarifa de 25% para exportar aos Estados Unidos.

Muitos setores taxados agora já sofriam com quedas nas exportações aos Estados Unidos. No primeiro semestre deste ano, o setor de calçados, por exemplo, exportou 17 milhões de dólares em produtos para os Estados Unidos, uma queda de quase 18%. Também sofreram quedas as exportações de produtos de borracha, como pneus e câmaras de ar, de manufaturas de madeira e vestuário.

“O mercado norte-americano não é de fácil substituição por um outro mercado, porque o produto que é feito para o mercado norte-americano é um produto muito específico. Mas estamos trabalhando e continuamos fazendo todos os esforços para conseguir outros mercados, ou exportar mais para outro mercado, para tentar reduzir essa dependência que se tem do mercado norte-americano”, afirma Haroldo Ferreira, presidente-executivo da Abicalçados. 

No total, no primeiro semestre deste ano, as exportações brasileiras para os Estados Unidos recuaram 13%, chegando a US$ 17 bilhões.

Hoje o ministro da Fazenda, Dario Durigan, criticou o novo tarifaço dos Estados Unidos. Explicou que o país norte-americano tem superavit com o Brasil e que o objetivo agora é ajudar os setores atingidos.

O ministro defendeu o Pix, que é alvo de crítica dos americanos. “Não faz sentido o que se discuta, por exemplo, o Pix numa mesa de negociação, porque o Pix não está em negociação. O Pix, ele vai ser preservado como um serviço público oferecido aos brasileiros”, destacou ele. 

Durigan disse que o governo não pensa em retaliação, mas analisa os mecanismos de reciprocidade e que está em diálogo com os setores atingidos. O socorro deve vir com a liberação de mais R$ 7,25 bilhões pelo BNDES, correspondente ainda aos R$ 15 bilhões autorizados pela medida provisória do Plano Brasil Soberano. A MP disponibiliza linhas de financiamento para o enfrentamento do impacto causado pelo tarifaço.

“Nós vamos fazer isso tudo com muita cautela, de modo a não prejudicar a trajetória fiscal, que segue bem. Nós temos acompanhado isso no país. A gente vai, como eu disse ontem, garantir o cumprimento das metas e um bom resultado macroeconômico para o país como um todo, em que pese a gente saber que alguns setores específicos precisam de atenção. E é isso que a gente está fazendo agora, com muito diálogo com os diferentes setores”, afirmou o ministro. 

Ainda segundo o ministro, o governo brasileiro sempre negociou e vai continuar negociando com os Estados Unidos para reverter a medida. 

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Criado em 17/07/2026 - 19:30

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