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TSE reafirma segurança e confiabilidade do processo de votação

Repórter Brasil

No AR em 22/07/2026 - 19:00

O sistema eleitoral brasileiro conta com diversas etapas de verificação e fiscalização, que envolvem testes públicos, auditorias e o acompanhamento de instituições nacionais e internacionais. Em meio à circulação de informações falsas sobre as urnas eletrônicas, a Justiça Eleitoral reafirma a segurança e a confiabilidade do processo de votação.

Questionamentos sobre as urnas eletrônicas voltaram ao debate público nos últimos dias. Nesta semana, o senador Flávio Bolsonaro afirmou, sem apresentar provas, que uma empresa venezuelana envolvida em supostas fraudes eleitorais na Venezuela teria fornecido urnas para o Brasil. A informação circula desde 2018 e já foi desmentida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 2020. Na ocasião, o TSE informou que a empresa não fornece equipamentos nem participa da programação das urnas eletrônicas. Essa companhia também não está envolvida nas eleições deste ano. 

Para garantir a segurança do sistema eleitoral, o TSE realiza diversos testes públicos. Em dezembro do ano passado, especialistas em tecnologia da informação analisaram os componentes de registro e transmissão dos votos, e também o código-fonte das urnas eletrônicas. Não foram identificadas inconsistências que comprometessem a integridade do sistema. Os mesmos técnicos voltaram a realizar testes em maio deste ano, em uma nova etapa de verificação da segurança das urnas. 

Os programas utilizados nas urnas eletrônicas são desenvolvidos pelo Tribunal Superior Eleitoral. No dia da votação, as urnas funcionam sem qualquer acesso à internet. Um cartão de memória criptografado pela Justiça Eleitoral armazena os dados dos votos dos eleitores. O total de votos também pode ser conferido nos boletins de urna, impressos ao fim da votação. Esses cartões são lacrados e encaminhados aos Tribunais Regionais Eleitorais, onde passam por um sistema de verificação de assinatura digital, para garantir a autenticidade das informações. Após a consolidação desses dados, os votos são enviados para a totalização no TSE. Todo esse processo é realizado em uma rede privativa, de uso exclusivo da Justiça Eleitoral. 

O processo de votação também é fiscalizado por mais de 100 órgãos e entidades, entre eles partidos políticos, o Ministério Público, a Ordem dos Advogados do Brasil, entidades da sociedade civil e observadores internacionais.

Por meio de nota, o senador Flávio Bolsonaro afirmou que confia no sistema eleitoral brasileiro. Disse ainda que o objetivo da declaração foi defender a ampliação da presença de observadores internacionais no processo eleitoral.

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Criado em 22/07/2026 - 21:00

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