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Venezuela enfrenta críticas por lentidão nos resgates após terremotos 

Repórter Brasil

No AR em 03/07/2026 - 19:00

Dez dias depois dos terremotos, o número de mortos na Venezuela chegou a 2.645. As estimativas apontam que ainda há 38 mil desaparecidos, enquanto o governo local é acusado de lentidão nas buscas de quem ainda está sobre os escombros.

No Brasil, o Cristo Redentor fez um tributo, na noite da quinta-feira (2), às vítimas do terremoto. A mensagem "SOS Venezuela, solidariedade e fraternidade" faz parte de uma campanha para arrecadar suprimentos para as famílias venezuelanas.

Entre a ajuda enviada pelo governo brasileiro já está funcionando um hospital de campanha montado em Macuto, no estado de La Guaira, o mais afetado pelos tremores. A unidade dispõe de 30 leitos com capacidade para realizar cirurgias e outros cuidados intensivos, para atender 200 pacientes por dia.

“O Brasil, com este hospital transportado por aeronaves da Força Aérea, foi o primeiro a enviar um hospital de campanha para a Venezuela”, destaca Leonel Mariano, comandante da Marinha.  

Lentidão e embargos econômicos 

Na Venezuela, a presidente interina Delcy Rodríguez negou que o governo tenha agido com lentidão diante da tragédia. Muitos socorristas criticaram a falta de maquinário pesado para mover os pesados blocos de concrete. Parte do trabalho de resgate está sendo feito manualmente, com pás e picaretas. Delcy Rodríguez disse que o governo entrou em ação assim que o terremoto ocorreu, estabelecendo situação de emergência.

Para especialistas, a falta de maquinário adequado para os trabalhos de limpeza e resgate pode ser explicada pelos anos de bloqueio econômico imposto pelos Estados Unidos. William Castillo, vice-ministro de Políticas Antibloqueio da Venezuela, explica que as sanções desestruturaram a indústria do país, provocando falências e desinvestimento em setores como serviços e energia. Os Estados Unidos suspenderam algumas dessas barreiras na semana passada. 

Para Castillo, a medida é insuficiente e as barreiras devem ser completamente derrubadas. “Devemos aproveitar essa tragédia para eliminar medidas coercitivas e políticas de pressão econômica que têm causado danos imensos ao país e ao povo”, afirma ele. 

 

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Criado em 03/07/2026 - 19:25

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