Há menos de uma semana, o estado de São Paulo foi atingido por temporais fortíssimos. A cidade de Ribeirão Preto foi duramente atingida por ventos e uma chuvarada que não acontece regularmente. Hoje (29), a Defesa Civil havia emitido alerta para o risco de novos eventos. Esse alerta estadual se confirmou. O litoral paulista registrou ventos fortíssimos mais uma vez, e até o Porto de Santos teve operações paralisadas.
Três pessoas morreram no estado de São Paulo, nesta quarta-feira, em decorrência desses fortes ventos. Um idoso, no município de Cesário Lange, que fica no sudoeste do estado, onde foram registradas as rajadas mais fortes, de até 125 km/h. Um outro idoso morreu no litoral norte, em São Sebastião, ele era um pescador. E outro morreu em Santos, que fica no litoral sul de São Paulo, por conta de uma queda de árvore causada pelos fortes ventos.
A Defesa Civil havia emitido um alerta para ventos fortes que chegariam a até 90 km/h entre hoje e amanhã (30). Mas, no início da tarde, a Defesa Civil emitiu um outro alerta, severo, para Grande São Paulo, São Paulo e litoral, porque os ventos já haviam superado os 100 km/h.
No litoral sul, grandes estragos. Em Itanhaém, um supermercado foi destelhado. Em Santos, a força do vento derrubou contêineres no porto. Uma rodovia próxima que dava acesso ao porto teve de paralisar as atividades por algum período. Além disso, a força do vento derrubou muros. Em Cubatão, também houve queda de contêiner e um rastro de árvores derrubadas pela força do vento.
Houve também queda de árvores em São Paulo. Segundo o Corpo de Bombeiros, foram 40 chamados durante a tarde. E o Aeroporto de Congonhas teve de alterar 15 voos; outros quinze tiveram partidas ou aterrissagens também canceladas.
Tenente Maxwel de Souza (Defesa Civil de São Paulo): "É importante que a população redobre os cuidados durante estes dois dias. Fiquem longe de postes, estruturas de metal e de árvores. Não fiquem em áreas abertas durante os temporais. Jamais enfrentem enxurradas e não passem de jeito nenhum por ruas alagadas. Para fazer resposta a tudo isso, a Defesa Civil do estado está se reunindo com as Defesas Civis municipais para montar uma força-tarefa de prontidão. E também estamos acionando o gabinete de crise de forma presencial, com todas as secretarias e as concessionárias dos serviços públicos, para que estejamos prontos para caso tenhamos alguma ocorrência."
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