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Buscas seguem após terremoto na Colômbia; moradores pedem doações

Repórter Brasil

No AR em 11/08/2026 - 19:00

O oeste da Colômbia entra no segundo dia de buscas depois do terremoto de magnitude 7,4 que atingiu o país. O tremor destruiu prédios, provocou deslizamentos e deixou centenas de mortos e feridos. Em Cali, hospitais chegaram ao limite e as autoridades adotaram toque de recolher. Ao mesmo tempo, voluntários se mobilizam para ajudar as vítimas. 

O segundo dia de buscas é marcado pelo medo, pela destruição e pela solidariedade no oeste da Colômbia. O terremoto de magnitude 7,4 atingiu principalmente a região de Chocó e departamentos vizinhos. Prédios foram danificados, estradas ficaram bloqueadas por deslizamentos e equipes de resgate continuam procurando sobreviventes. Em Pereira, uma das cidades mais afetadas, moradores relatam momentos de pânico. Luisa Fernanda Gaviria estava em um prédio de 20 andares quando o chão começou a tremer. 

Em Cali, terceira maior cidade do país, a situação também é de emergência. Hospitais chegaram à capacidade máxima e algumas unidades precisaram ser evacuadas depois de sofrerem danos estruturais. As autoridades determinaram toque de recolher e reforçaram a segurança nas ruas para facilitar o trabalho das equipes de emergência e evitar saques. A mobilização também acontece nos pontos de arrecadação. Em uma universidade da cidade, voluntários recebem doações para as áreas mais atingidas.

“Nós estamos recebendo doações para as comunidades mais afetadas. As pessoas podem trazer itens de primeira necessidade, como água engarrafada, cobertores, roupas em bom estado e alimentos não perecíveis. Também precisamos de material para primeiros socorros, medicamentos dentro do prazo de validade e produtos de higiene pessoal, como sabonete, shampoo, fraldas e absorventes”, pede Andrés Alaix, representante estudantil. 

A corrente de solidariedade envolve universidades, voluntários e moradores. As doações serão encaminhadas principalmente para as comunidades de Chocó e do Vale do Cauca, entre as regiões mais afetadas pelo terremoto. A situação é mais grave em Cali. Pelo menos 26 pessoas morreram e mais de 400 ficaram feridas na cidade. Com os hospitais lotados, cirurgias e atendimentos não urgentes foram suspensos para liberar leitos e equipes para as vítimas do terremoto. O prefeito também decretou toque de recolher e autorizou o reforço da presença militar.

“Neste momento, pedimos que toda a comunidade se solidarize e esteja atenta às formas de ajudar. É importante colaborar com as comunidades que foram mais afetadas por esta emergência. Toda ajuda é bem-vinda, principalmente para as pessoas que estão precisando de atendimento e de itens básicos”, destaca  Andrés Alaix. 

O terremoto também provocou deslizamentos e interdições de estradas. Na rodovia entre Ibagué e Cajamarca, no departamento de Tolima, um deslizamento voltou a bloquear a pista. A rodovia é uma das rotas de acesso à região de Risaralda, onde fica Pereira e onde o número de vítimas é um dos mais altos. A equipe de reportagem da Telesur está no local e mostra a situação da estrada.

“Nós estamos no km 54 da rodovia entre Ibagué e Cajamarca. Neste momento, a estrada está bloqueada por causa de um deslizamento. As equipes já haviam conseguido retirar parte dos escombros, mas um novo deslizamento voltou a cobrir a pista. Estamos aguardando a chegada de máquinas e das equipes responsáveis pela rodovia para retirar o material e liberar a passagem. Essa situação se repete em outras estradas do país, que também foram afetadas pelos deslizamentos provocados pelo terremoto”, relata Hernán Tobar.

Enquanto as equipes trabalham para liberar as vias e avançar nas buscas, o governo colombiano mantém o estado de emergência e coordena as ações de resgate e assistência às áreas mais atingidas.

*Reportagem da Telesur, Canal Latino-americano e Caribenho. 

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Criado em 11/08/2026 - 20:10

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