As canetas emagrecedoras estão mudando os hábitos alimentares de quem usa os medicamentos. Com menos fome e menor consumo de doces, massas e bebidas açucaradas, o comportamento à mesa também muda e afeta a economia. Essa nova relação com a comida já é percebida por bares e restaurantes.
Um bar na região da Pampulha, em Belo Horizonte, é especializado na saborosa comida de boteco, com um cardápio com várias opções. Mas, desde o ano passado, o dono, Rodrigo Henrique, começou a notar uma baixa de 30% nos pedidos de porções e bebidas mais tradicionais oferecidas pela casa. Queda nas vendas que, na opinião dele, tem a ver com as canetas emagrecedoras.
“Vendo o impacto das canetas emagrecedoras, de fato as pessoas têm comido menos. A gente está tentando não perder o toque mineiro, mas já dando aquela adaptada em quantidade, em caloria”, conta o empresário.
O impacto das canetas emagrecedoras no setor é analisado em uma pesquisa recente feita pela Abrasel, a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes. O levantamento mostra que 61% dos empresários do setor já estão notando mudanças no comportamento dos clientes na hora de comer; 64% relatam aumento na procura por miniporções; e 70% indicam uma maior preferência por itens no cardápio considerados mais saudáveis.
Com a quebra das patentes das canetas emagrecedoras, a tendência daqui para frente é que uma parte maior da população passe a ter acesso a esses medicamentos, e outros tipos de estabelecimento podem sentir uma influência maior no comportamento do consumidor.
A reportagem é da Rede Minas, emissora da Rede Nacional de Comunicação Pública.
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