Digite sua busca e aperte enter

Compartilhar:

Com inflação em queda, analistas preveem novo corte nos juros

Repórter Brasil

No AR em 03/08/2026 - 19:00

Analistas estão prevendo um novo corte da taxa de juros ainda este ano. A informação consta do último Boletim Focus, do Banco Central, que reúne as expectativas do mercado para os próximos meses e anos. A expectativa também é de redução da inflação.

Pela quinta semana seguida, economistas ouvidos pelo Banco Centra, de cerca de 100 instituições que são ouvidos toda semana, prevêem uma inflação ainda mais baixa, uma queda de 5,12% para 5,03% em 2026. E com uma previsão de inflação mais baixa, eles preveem também uma taxa de juros mais baixa, ou seja, um espaço maior para que o Banco Central faça um corte na taxa básica, a Selic. Eles trabalham agora com um corte de meio ponto percentual até o final do ano. Então a Selic não chegaria mais ao fim de 2026 a 14%, mas sim a 13,75%. 

E por que uma inflação mais baixa? Agora, de julho, já se espera uma desaceleração no IPCA e até deflação para o mês de agosto. 

No que se refere aos combustíveis, por exemplo, apesar das instabilidades lá no Oriente Médio, se o barril do petróleo continuar aí na casa dos US$ 80 dólares, como foi o fechamento de hoje, não haveria uma aceleração no preço dos combustíveis. Tem também um recorde de produção e de refino da Petrobras, que ocorreu agora no segundo trimestre, e que coloca óleo diesel no mercado nosso, não aquele importado que tem a alta do preço do petróleo. 

A TV Brasil conversou com o economista Alex Agostini, economista-chefe da Austin Rating, que disse que, no que se refere, por exemplo, ao tarifaço, às tarifas adicionais de Donald Trump, no que se refere aos preços da economia, ele entende que essas tarifas já estão precificadas. E ele destacou também os alimentos: eles devem desacelerar a inflação daqui para frente, apesar do El Niño, e deve também desacelerar aquela chamada inércia da inflação, que é a perspectiva de que a inflação se mantenha no futuro, o que também tem impacto sobre os preços. Acompanhe, então, um trecho dessa análise.

“Os dados de inflação por conta de alimentos têm sido muito positivos. Os preços de alimentos têm apresentado uma forte queda, inclusive com preços... o indicador IPC-S, que é da FGV, mostrando deflação; o índice IPC-Fipe aqui de São Paulo mostrando deflação. Mas o principal, que é o IPCA, vai ficar próximo de zero, não é? Ou seja, pode não ter deflação, mas vai ser uma inflação muito baixa. Isso contribuiu e tem contribuído para retirar ou diminuir aquela inércia inflacionária para o próximo período. Por quê, né, Vanessa? Quando a gente olha a decisão de taxa de juros, o Banco Central, obviamente que ele olha a inflação corrente para ver qual é a pressão de inércia que está acontecendo na inflação prospectiva, né, o que vem pela frente, e essa inércia tem diminuído nos últimos meses.”

Clique aqui para saber como sintonizar a programação da TV Brasil.

Criado em 03/08/2026 - 21:00

Últimas

O que vem por aí