Desde que a pequena Isabel nasceu, a mãe sente dificuldades para amamentar.
Maria Luiza Duarte (psicóloga): "Foi na maternidade mesmo. As próprias enfermeiras do hospital já estavam tentando me auxiliar e demonstrando que ela não estava pegando muito no peito, porque ela não fazia o reflexo de sucção por tempo suficiente."
A Maria procurou ajuda no Instituto Fernandes Figueira, no Rio de Janeiro, que tem um programa reconhecido de suporte às mães que enfrentam desafios no período do aleitamento.
Diana Gonçalves (enfermeira do Banco de Leite IFF / Fiocruz): "É sempre importante posicionar o bebê na mama de modo que ele abocanhe a maior parte possível da aréola, que é aquela área mais escura da mama. Isso ajuda o bebê a extrair bastante leite, a extraí-lo melhor e a não sentir dor. E é importante que a posição do bebê esteja com a cabecinha mais alta do que o bumbum, que não esteja tão deitadinho para amamentar. Que esteja bem de frente para a mama, mais alinhado. Isso o ajuda a amamentar melhor."
O instituto também acolhe gestantes em grupos educativos, além de ser referência nacional em banco de leite humano. O alimento doado vai para recém-nascidos que estão internados em UTIs.
Todas essas ações fazem parte do Agosto Dourado, mês dedicado à conscientização e ao incentivo ao aleitamento humano. O Ministério da Saúde recomenda o leite materno como forma exclusiva de alimentação até os seis meses de vida. Depois, a amamentação deve ser mantida até, pelo menos, os dois anos de idade.
Segundo o Ministério da Saúde, em 2024, 57% dos bebês de até seis meses se alimentavam exclusivamente com o leite humano, índice que se repetiu em 2025. Os dados coletados nos serviços públicos de saúde mostram que o Brasil ficou acima da meta da Assembleia Mundial da Saúde, que era chegar aos 50% no ano passado.
Esta especialista em saúde e nutrição do Unicef no Brasil ressalta a importância do aleitamento para a segurança alimentar dos bebês.
Stephanie Amaral (especialista em Saúde e Nutrição - Unicef / Brasil): "Há vários estudos que demonstram como a amamentação reduz inclusive, por exemplo, a introdução de alimentos ultraprocessados ou ruins para a saúde na dieta da criança. Se a criança está doente, o leite se adapta para poder fazer com que ela receba os nutrientes e os anticorpos de que precisa. Se a mãe está desnutrida, ou se ela não tem acesso à alimentação adequada, o leite também dá conta de continuar produzindo e dando os nutrientes de que aquela criança precisa."
Clique aqui para saber como sintonizar a programação da TV Brasil.