A ida de Marília até a sede administrativa do Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) se deu por um convite. Ela veio testar o novo recurso de acessibilidade para pessoas com deficiência no Centro de Memória da Justiça Eleitoral.
Mas a relação da Marília com o voluntariado e a Justiça Eleitoral não é de agora. O convite se deu justamente por ela ser mesária há 14 anos. Uma função exercida com muito orgulho.
“No primeiro ano que eu fui mesária, foi mais por experiência, contribuir mesmo com a Justiça Eleitoral. E gosto muito mesmo, até hoje é um prazer enorme, assim”, conta Marília Mendonça mesária e servidora pública.
A professora Ramony Ramos é um outro exemplo de quem decidiu prestar esse tipo de serviço à democracia e ao país. Aos 18 anos, já na primeira eleição, ela se voluntariou. “Eu gosto do exercício de contribuir mesmo. Eu acho que é um ato de cidadania que a gente pode fazer. E é onde a sociedade civil é convocada para participar, para entender o processo como é feito com transparência, com imparcialidade. E é um exercício também de fortalecimento da democracia”, conta ela.
As mesárias e os mesários convocados recebem treinamento especial.
“Esse treinamento poderá ser presencial, o mesário se desloca até um espaço que é indicado pelo cartório, ou poderá ser um treinamento a distância, utilizando um aplicativo específico desenvolvido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). No momento em que o mesário é convocado, a forma como esse treinamento será realizado é sinalizada pelo cartório. Existem alguns benefícios para trabalhar como mesário. Por exemplo, nós temos, para cada dia que o mesário trabalha, ele recebe dois dias de folga. Tem também o auxílio-alimentação no valor de R$ 65,00 por dia trabalhado. Tem também a possibilidade do mesário, se for um estudante universitário e essa universidade tiver convênio com o TRE, aquela atuação dele é convertida em horas”, explica Acácio Leite, assessor de planejamento do TRE.
Para as mesárias Marília e Ramony, é um compromisso que orgulha. “Se voluntariem, porque é um momento que a gente sente como de fato acontece. Que é um processo, um processo sério, é um processo imparcial, é um processo transparente”, convida a professora.
“É algo que vale muito a pena, porque apesar dos benefícios que a gente tem, tem o mais importante, né? Que é a gente contribuir para esse trabalho que é tão bonito da Justiça Eleitoral”, destaca Marília Mendonça.
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