O Sistema Único de Saúde vai ampliar o número de teleatendimentos para pessoas que tenham problemas relacionados a jogos e apostas. Por meio de uma ferramenta digital, disponível pelo aplicativo do Meu SUS Digital, a iniciativa oferece acolhimento e orientação especializada.
O serviço começou a ser ofertado em março. Eram realizados, em média, 600 teleatendimentos por mês. Com a ampliação, a partir desta terça-feira (4), o SUS deve acolher até 100 mil pessoas. A iniciativa facilita o acesso ao cuidado em saúde mental e funciona como porta de entrada para a Rede de Atenção Psicossocial.
A procura por cuidado tem aumentado. E, apesar de a maioria dos apostadores serem homens, são as mulheres que buscam mais ajuda para se livrar do vício com apostas. De acordo com o Ministério da Saúde, 50,1% dos pacientes que iniciam o tratamento pela plataforma são do sexo feminino.
“A gente está abrindo as portas para o acesso ao cuidado. Como eu falei, quando a única opção de cuidado, que são as UBS, os CAPs, o número de pessoas que procura essas unidades ainda é muito pequeno. Como eu falei, no ano passado, tivemos em torno de 5 mil atendimentos nas unidades físicas, das pessoas levando um problema, a compulsão em relação aos jogos, o que não significa que fechava o diagnóstico da ludopatia. Então, a partir de agora, a gente ampliando essa oferta, vamos começar hoje um lote de 2 milhões de atendimento. A gente contratou 10 milhões, nesses 100 mil aí, se precisar aumentar de 100 mil a gente vai aumentar porque a gente tem estrutura contratada”, explicou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
O atendimento é remoto e sigiloso, com orientação e suporte aos familiares. A equipe é formada por psicólogos, enfermeiros e outros profissionais de saúde. As consultas são realizadas por videochamada e duram cerca de 50 minutos. O psicólogo pode indicar um ciclo inicial de até 10 sessões. Após avaliação, o paciente poderá receber alta, ser encaminhado para um novo ciclo ou ser direcionado para o atendimento presencial.
Plataforma de autoexclusão
A Plataforma Centralizada de Autoexclusão, lançada no final do ano passado, também tem sido uma aliada para prevenir que o vício se torne um problema. Também motiva as pessoas a refletir sobre o hábito de apostar. Segundo o Ministério da Saúde, mais de um milhão de pessoas solicitaram a autoexclusão do CPF de sites e aplicativos de apostas.
“Durante a Copa do Mundo, cerca de 40% que se autoexcluíram, se autoexcluíram durante a Copa do Mundo. Enquanto que a Copa do Mundo foi um megaestímulo, para as pessoas irem para a plataforma eletrônica, as pessoas também souberam mais da plataforma de autoexclusão, do problema. Talvez falaram mais sobre isso”, afirma o ministro.
Como receber atendimento
Para ter acesso ao serviço basta entrar no aplicativo Meu SUS Digital, pela conta Gov.br. Na seção Mini APS, o usuário deve selecionar a opção "Não Aposte Sua Saúde". Após realizar o autoteste, ele será direcionado à plataforma AgSUS, parceira da iniciativa.
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