No Rio de Janeiro, encontrar um imóvel para alugar ficou mais difícil e mais caro. O reajuste dos aluguéis, muito acima da inflação, está assustando quem não tem casa própria e mora como inquilino. Entre os motivos da alta, estão as plataformas digitais, como Airbnb e Booking.com, pois os proprietários preferem alugar por temporada a turistas, ganhando mais dinheiro, em vez de alugar para inquilinos, com um contrato maior.
Nos últimos três anos, a oferta de imóveis para aluguel tradicional no Rio caiu 30%. Em junho de 2023, eram cerca de 10 mil imóveis para alugar na cidade. Em junho deste ano, o número caiu para 7 mil. Com isso, o volume de imóveis em certos bairros encolheu, expulsando moradores antigos para bairros mais afastados.
A alta taxa de juros no Brasil também tem ajudado a encarecer o preço dos aluguéis. É o que avalia o presidente do Sindicato da Habitação, Secovi Rio, que representa as empresas do mercado imobiliário.
O Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a taxa Selic para 14% ao ano nesta quarta-feira. É o quarto corte consecutivo dos juros, mas o patamar ainda é um dos mais altos do mundo. Já a questão das plataformas de aluguéis está sendo definida no Superior Tribunal de Justiça (STJ) que pretende dar uniformidade às decisões em todo o país, sobre a possibilidade dos prédios residenciais alugarem, ou não, apartamentos por temporada.
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