Um dos mecanismos mais conhecidos da Lei Maria da Penha é o das medidas protetivas. Essa proteção evoluiu ao longo das últimas duas décadas. E a partir deste ano, inclusive, passa a contar com a possibilidade do uso de tornozeleiras eletrônicas e proteções civis, como a do patrimônio da mulher.
No primeiro semestre, foram concedidas mais de 65.500 medidas protetivas em todo o Estado de São Paulo. Só no ano passado, foram mais de 118 mil. Números que refletem o tamanho da violência contra a mulher, mas também um avanço na busca pela justiça.
Para lembrar que medidas protetivas salvam vidas, uma campanha foi lançada, nesta sexta-feira (7) pela OAB, Tribunal de Justiça, Ministério Público e Defensoria Pública do Estado. Dados do Fórum Brasileiro de
Segurança Pública mostram que quase 90% das vítimas de feminicídio não tinham buscado a proteção da Justiça. O objetivo da campanha é combater uma falsa percepção: a de que as medidas protetivas não funcionam.
Uma outra iniciativa, a Operação Lilás, também esteve nas ruas: 16 equipes da Força Tática cumpriram mandados de prisão contra agressores com o apoio de 140 policiais militares, e 25 equipes da Patrulha SP Mulher Segura fizeram visitas solidárias a mulheres acompanhadas pela rede de proteção.
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