Barulhos e sons muito altos são um incômodo para muita gente, principalmente na hora de dormir.
Estudos científicos recentes mostram que, além de atrapalhar o sono, a poluição sonora também está associada a um maior risco de doenças como demências e o alzheimer.
Existe uma poluição que é invisível, mas que prejudica muito a nossa saúde: é a poluição sonora. Principalmente nas grandes cidades, não há quem escape dela. Pesquisas recentes mostram que pessoas que ficam expostas ao excesso de barulho por períodos prolongados têm um risco maior de desenvolver algumas doenças relacionadas às funções cerebrais, inclusive, demências.
De acordo com Sônia Brucki, professora da faculdade de medicina da USP, “alguns estudos viram que tráfego rodoviário intenso, que causa muitos decibéis, está associado a maior risco, por exemplo, de demência, de um modo geral, ou de doença de Alzheimer. Isso porque o barulho interfere no funcionamento de células cerebrais e formação de substâncias que são nocivas para as células cerebrais. Então, isso faz com que você tenha mais morte celular, menos crescimento de novos neurônios e aumento de alterações que a gente observa na doença de alzheimer, por exemplo”.
Um outro problema crônico é a poluição sonora à noite. Se a pessoa não consegue dormir direito e tem o sono entrecortado, isso pode levar à perda de memória e dificuldades no aprendizado.
“É justamente o problema de ruídos noturnos, principalmente de afetar a qualidade do sono. O sono pode ficar entrecortado, você não atingir uma profundidade do sono que é, que todo mundo precisa ter um aprofundamento desse sono, que é quando você aprende, registra as memórias adquiridas durante o dia. Então, se isso tá afetado você tem um aprendizado menor e também, o sono entrecortado, você pode acordar sonolento no dia seguinte porque não dormiu bem e também diminui a atenção e a capacidade de aprendizado no dia seguinte”, explica Sônia Brucki.
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