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Torres de segurança no PE ajudam mulheres a pedir medida protetiva

Repórter Brasil

No AR em 06/08/2026 - 19:00

Em Pernambuco, uma parceria entre a iniciativa privada e o Tribunal de Justiça está ampliando aí o acesso de mulheres em situação de violência aos canais de denúncia e à solicitação de medidas protetivas. 

Instaladas em mais de 650 pontos no Recife e Região Metropolitana, as torres de monitoramento, que já contribuem como instrumento de segurança e vigilância, agora também passam a integrar uma rede de comunicação contra a violência doméstica em Pernambuco.

Em parceria com o Tribunal de Justiça de Pernambuco, os equipamentos se transformam em pontos de divulgação dos canais de apoio às mulheres em situação de violência.

As torres de monitoramento são equipamentos como esse. Elas são instaladas por condomínios, por instituições, justamente para dar um pouco mais de segurança. Agora todas elas passam a contar com um que tem algumas informações e um QR Code que liga direto ao canal de denúncias do Tribunal de Justiça por onde a mulher pode solicitar uma medida protetiva de forma rápida.

“As nossas torres, elas são as únicas que a Polícia Civil tem acesso a elas. Então a gente tá sempre fazendo treinamento e aí a gente começou a escutar muito essa questão da violência contra a mulher. E aí paramos dentro da empresa, né, para pensar o que é que a gente poderia fazer para trazer mais um acessório, né, mais algo que pudesse ajudar nessa situação. Ela vai escanear o QR Code, esse QR Code vai levar ela direto para uma hospedagem do tribunal, e lá ela só vai simplesmente digitar os dados dela e relatar o que tá acontecendo. Então é uma conversa entre ela e o celular dela. Então ela não precisa falar com ninguém, ela não precisa fazer nada, e o próprio tribunal já vai receber esse dado e vai tomar toda medida protetiva para ajudar aquela mulher”, detalha Alexandre Santos, gestor de Negócios da Qualiport. 

“O juiz recebe imediatamente essa solicitação, não passa por ninguém, direto para o juiz. Então ela é sigilosa, ela é rápida, né, é mais uma forma da mulher de conseguir a sua proteção. Como a agressão ocorre dentro de casa, ela se sente constrangida de utilizar o celular dentro de casa. Então a gente coloca nos espaços públicos e facilita esse acesso”, explica a juíza Valéria Pereira, coordenadora da Mulher do TJPE. 

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Criado em 07/08/2026 - 16:10

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