O Tribunal Superior Eleitoral (TSE), esclareceu, nesta quinta-feira (13), que não houve qualquer hackeamento do sistema da Corte e acionou a Procuradoria-Geral da República para apurar uma filiação indevida do pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, ao partido Missão.
A medida foi tomada após a campanha de Flávio Bolsonaro ter afirmado que não havia conseguido formalizar a candidatura. Agora, o TSE já restabeleceu a filiação dele ao PL, liberando normalmente o registro como candidato.
Mesmo assim, o TSE quer mais respostas, mandou apurar as responsabilidades e pediu a abertura de um inquérito à Polícia Federal.
Essa confusão toda veio à tona depois que Flávio Bolsonaro não conseguiu registrar a candidatura ao descobrir que estava filiado ao Missão e não ao Partido Liberal, que é a legenda dele desde 2021.
O candidato garantiu que não autorizou e nem solicitou a mudança partidária, feita, segundo ele, entre o fim da noite de ontem e a manhã de hoje.
Em resposta, o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, determinou a correção dos dados e a exclusão do vínculo com o partido Missão. Também mandou preservar os logs de acesso ao sistema, chamado "Filia", para ajudar a identificar os envolvidos.
Por outro lado, o Missão se defendeu: informou que foi vítima de uma tentativa de filiação fraudulenta de Flávio Bolsonaro. Disse também que chegou a detectar a irregularidade, mas não conseguiu cancelar o ato no sistema do TSE.
A data-limite para o registro de candidaturas no TSE termina no próximo sábado.
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