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Vício em apostas esportivas começa a afetar o mercado de trabalho

Repórter Brasil

No AR em 14/08/2026 - 19:00

O adoecimento pelo vício em apostas esportivas, as chamadas bets, já reflete no cotidiano de muitas empresas. Os problemas entre os trabalhadores incluem aumento de afastamentos e pedidos de adiantamento de salário.

Segundo a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes, a Abrasel, o problema já é uma realidade em todo o país. A entidade alerta para a piora do ambiente de trabalho, do desempenho das equipes e da saúde financeira e emocional do trabalhador. Para a Associação Brasileira de Recursos Humanos, é importante tentar acolher e ajudar o funcionário antes de considerar uma demissão. Ao invés de desligar alguém que está doente, entender que a pessoa precisa de tratamento e orientação. No caso das bets, não só o tratamento, mas tudo aquilo que antecede, ou seja, a educação financeira.

Segundo o Ministério da Fazenda, 17,7 milhões de pessoas fizeram apostas online no primeiro semestre de 2025, apenas em bets regulamentadas. A média mensal movimentada por apostador foi de cerca de R$ 164.

Segundo psiquiatras, a perda de controle é um dos principais sinais de alerta, o que pode ter impactos não só financeiros. Quando as apostas começam a trazer consequências claras no âmbito acadêmico, profissional, nas conexões sociais, no relacionamento com a família, se existe um problema, corrigir o percurso o quanto antes é importante. Porque quanto mais tempo a pessoa perdura nessa trajetória, os prejuízos vão se acumulando, mais difícil vai ser o tratamento e a recuperação de uma uma trajetória de abstinência total.
 

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Criado em 15/08/2026 - 11:15

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