Na véspera de mais um "Oito de Março", o programa 3 a 1 desta quarta-feira, às 22h, será dedicado ao Dia Internacional da Mulher.
No estúdio da TV Brasil, o jornalista Luiz Carlos Azedo vai receber a ministra Eleonora Menicucci, da Secretaria de Políticas para as Mulheres. Participam também da conversa, a socióloga Tânia Mara, da Universidade de Brasília; ea jornalista Maria Lima, do Globo. Na pauta, os avanços e os recuos na dupla jornada da mulher de hoje.
Para Eleonora Menicucci, enquanto não houver a divisão das tarefas dentro de casa, não vai diminuir a carga de trabalho da mulher. Outro assunto abordado na discussão é sobre as diferenças salariais entre homens e mulheres, ainda hoje expressivas, mesmo quando ocupam a mesma função. Na avaliação da ministra, esta é uma questão cultural que, aos poucos, vai mudando. Ela espera que a eleição da presidenta Dilma Rousseff abra caminho para que a mulher divida melhor o poder e cargos de chefia com os homens.
Sobre a violência que a mulher sofre, quase sempre dentro da própria casa, Eleonora Menicucci diz não aceitar - em hipótese nenhuma, o homem bater na mulher. " Tem que haver punição", afirma ela, lembrando os avanços que vieram com a Lei Maria da Penha, ao deixar claro que bater na mulher é crime no Brasil.
Eleonora prometeu, junto com os outros Ministérios, aumentar a rede de atendimento à mulher. Isso não se limita a abrir delegaciais, mas também significa montar casas de abrigo, pequenas varas de famílias em municipios pequenos, abrir mais prontos socorros e hospitais para atendimento das mulheres vítimas de violência. Questionada sobre a questão do aborto, polêmica entre o governo federal e as igrejas católica e evangélica, a ministra diz que este governo, de coalização política, não vai tratar do aborto.
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