O 3 a 1 desta quarta-feira (22), às 22h, vai debater a proposta de descriminalização do uso da maconha. O assunto ganhou repercussão depois que a "Marcha da Maconha" foi liberada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Segundo avaliação do STF, manifestar opinião a favor não significa ser usuário ou adepto da maconha. Especialistas afirmam que o uso da erva para fins terapêuticos deve ser estudado com profundidade já que, segundo eles, ela pode aliviar sintomas de algumas doenças como o mal de Parkinson, disfunção motora, dores causadas por danos no sistema nervoso, entre outras.
Para os que são contra, o receio é de que o uso recreativo da maconha aumente com a descriminalização. Afirmam ainda que o excesso da droga pode causar déficit da capacidade cognitiva e da memória. Outro ponto polêmico é se a maconha é realmente porta de entrada para outras drogas como o crack e o óxi. A lei brasileira é muito ambígua e hoje a definição de traficante e usuário cabe à polícia.
Participam do debate o advogado Mauro Chaiben, da Associação Brasileira de Estudos Sociais e Psicoativos (ABSUP); o deputado Federal João Campos (PSDB-GO), líder da bancada evangélica da Câmara; e o neurocientista Renato Malcher, do Instituto Cérebro, Mente, de Lausanne na Suiça, e autor do livro Maconha, Cérebro e Saúde. A apresentação do programa 3 a 1 é do jornalista Luiz Carlos Azedo.
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