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Programa discute problemas estruturais e conjunturais de saúde pública

Na pauta: Saúde da Família e o Cartão SUS ( que ainda não foi

3 a 1

No AR em 16/02/2011 - 03:00

O 3 a 1 desta quarta (16) vai tratar do tema Saúde. O programa recebe o secretário de Atenção à Saúde, Helvécio Magalhães; a professora da UFRJ e especialista em saúde pública, Ligia Bahia; e o vice-presidente do Conselho Federal de Medicina, Aloísio Miranda.

Os problemas estruturais e conjunturais da saúde foram discutidos, assim como assuntos polêmicos relacionados ao Sistema Único de Saúde (SUS). Programas do governo como o Saúde da Família e o Cartão SUS ( que ainda será implantado) foram amplamente avaliados e ponderados pelos convidados.

O 3 a 1 vai ao ar às 22h, na TV Brasil, e tem apresentação de Luiz Carlos Azedo.

Comentários feitos pelos entrevistados

Ligia Bahia:

- O problema da saúde é estrutural e conjuntural, o que inclui a falta de vontade política.

- O gasto social é baixo. A constituição aprovada em 89 prevê um orçamento muito maior que o atual.

- Nós precisamos ter atenção ao atendimento primário. Os hospitais ainda são muito procurados para um primeiro atendimento e isso super lota os hospitais. É necessário inverter essa ordem.

- O programa Saúde da Família tem uma boa coberura, mas é necessário ampliar a sua escala e criar mais centros de saúde.

- O Brasil precisa formar mais médicos. Hoje o médico ganha pela consulta e pelo procedimento e isso tem que mudar. O problema está no sistema.

- É incompatível essa grande quantidade de hospitais privados no país, quem manda na saúde é o serviço privado. Saúde tem que ser prioridade de governo.

Helvécio Magalhães:

- Nao existe um convencimento da popuação sobre saúde. A posição do governo é aprovar a emenda 29. Um país não consegue crescer de forma sustentável e investir na saúde da população.

- O Cartão SUS deve ser lançado em abril, mês da saúde. Alguns pontos ainda devem ser discutidos, como por exemplo, a distribuição, a centralidade e o monitoramento que serão feitos pelo Ministéiro da Saúde. Isso será importante para gerar economia e para evitar gastos desnecessários com procedimentos.

- O programa da Saúde da Família foi muito bem avaliado, mas ainda é preciso melhorar. É necessário ter médico nas equipes.

- Não se faz saúde só com o médico mas não se faz saúde sem o médico. Nós precisamos distribuir melhor os médicos, valorizar a formação, ter planos de carreira, boa remuneração.

Aloísio Magalhães:

- Não adianta ter o cartão SUS e não ter médico. O problema da falta de médico está na falta de estímulo, o excesso de contratos temporários, os hospitais improvisados e a falta de carreia. Não tem como ter médico com essa situação precária.

- O SUS tem que ser melhor pensado pois hoje o que acontece é que o dinheiro público está indo para os hospitais particulares. E pouco investido na melhoria dos serviços públicos.




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Criado em 16/02/2011 - 21:12 e atualizado em 16/02/2011 - 21:12

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