O 3 a 1 desta quarta (16) vai tratar do tema Saúde. O programa recebe o secretário de Atenção à Saúde, Helvécio Magalhães; a professora da UFRJ e especialista em saúde pública, Ligia Bahia; e o vice-presidente do Conselho Federal de Medicina, Aloísio Miranda.
Os problemas estruturais e conjunturais da saúde foram discutidos, assim como assuntos polêmicos relacionados ao Sistema Único de Saúde (SUS). Programas do governo como o Saúde da Família e o Cartão SUS ( que ainda será implantado) foram amplamente avaliados e ponderados pelos convidados.
O 3 a 1 vai ao ar às 22h, na TV Brasil, e tem apresentação de Luiz Carlos Azedo.
Comentários feitos pelos entrevistados
Ligia Bahia:
- O problema da saúde é estrutural e conjuntural, o que inclui a falta de vontade política.
- O gasto social é baixo. A constituição aprovada em 89 prevê um orçamento muito maior que o atual.
- Nós precisamos ter atenção ao atendimento primário. Os hospitais ainda são muito procurados para um primeiro atendimento e isso super lota os hospitais. É necessário inverter essa ordem.
- O programa Saúde da Família tem uma boa coberura, mas é necessário ampliar a sua escala e criar mais centros de saúde.
- O Brasil precisa formar mais médicos. Hoje o médico ganha pela consulta e pelo procedimento e isso tem que mudar. O problema está no sistema.
- É incompatível essa grande quantidade de hospitais privados no país, quem manda na saúde é o serviço privado. Saúde tem que ser prioridade de governo.
Helvécio Magalhães:
- Nao existe um convencimento da popuação sobre saúde. A posição do governo é aprovar a emenda 29. Um país não consegue crescer de forma sustentável e investir na saúde da população.
- O Cartão SUS deve ser lançado em abril, mês da saúde. Alguns pontos ainda devem ser discutidos, como por exemplo, a distribuição, a centralidade e o monitoramento que serão feitos pelo Ministéiro da Saúde. Isso será importante para gerar economia e para evitar gastos desnecessários com procedimentos.
- O programa da Saúde da Família foi muito bem avaliado, mas ainda é preciso melhorar. É necessário ter médico nas equipes.
- Não se faz saúde só com o médico mas não se faz saúde sem o médico. Nós precisamos distribuir melhor os médicos, valorizar a formação, ter planos de carreira, boa remuneração.
Aloísio Magalhães:
- Não adianta ter o cartão SUS e não ter médico. O problema da falta de médico está na falta de estímulo, o excesso de contratos temporários, os hospitais improvisados e a falta de carreia. Não tem como ter médico com essa situação precária.
- O SUS tem que ser melhor pensado pois hoje o que acontece é que o dinheiro público está indo para os hospitais particulares. E pouco investido na melhoria dos serviços públicos.
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