A série de jogos envolvendo as seleções que vão disputar a Copa do Mundo serviu para mostrar que, na Alemanha, tudo será possível. O tal favoritismo do Brasil pode ficar apenas no papel se a nossa Seleção não se acertar bem mais. Podemos considerar uma série de fatores para tentar salvar o desempenho do time, mas que este ficou bem abaixo da média ninguém pode negar.
E isso preocupa. Tudo bem que estivesse frio e que Ronaldinho Gaúcho não tenha jogado. Sem dúvidas ele faz falta. Mas o time da Rússia nem na Copa está e, no entanto, bem que merecia o empate mandou uma bola na trave, teve um gol mal anulado e um pênalti a favor não marcado. Nós fizemos um gol, de sorte, pois Ronaldo tentou sair da bola, no chute de Roberto Carlos, e acabou deslocando o goleiro. Sorte dos campeões, dirão alguns. Pode ser e tomara que ela continue nos acompanhando, como aconteceu na Copa de 2002. Mas a gente não pode contar apenas com isso para voltar a levantar a taça.
É bem verdade que outras seleções tropeçaram, e feio. Caso da Alemanha, que levou a maior goleada de sua história no confronto com os italianos. Estes, por sinal, podem ser nossos adversários depois da primeira fase, quando os jogos já serão eliminatórios. Está aí um bom motivo de preocupação.
E mais um motivo veio em outro jogo envolvendo um tradicional adversário. A Argentina resolveu arriscar contra a Croácia e também perdeu. Bom por um lado, ruim por outro, pois os croatas serão nossos adversários de estréia na Copa. Será que ainda somos tão favoritos?
O pior é que não teremos mais oportunidade de testar nossa força até a Alemanha. Parreira vai tirar suas dúvidas na convocação apenas observando os jogadores e aguardando que um ou outro se recupere de contusão. Ele continua confiante, mas eu acho que a torcida já começa a colocar as barbas de molho.
Sergio du Bocage sbocage@tvebrasil.com.br
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