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As lições de hoje

O quê fazer? Infelizmente não se pode prever o mal. Mas devemos discutir mais sobre os métodos de qualificação dos árbitros e a mudança do conceito da FIFA de não permitir a profissionalização deles. A primeira é a verdade de que está muito distante o que muitos cabeças-de-bagre ganham para jogar do que os juízes recebem de taxas para atuar. É um tratamento muito desigual entre o artista e o diretor do espetáculo.

Estou dando um passo adiante nas discussões sobre o escândalo recente porque as medidas adotadas para apurar o envolvimento e a manipulação nos resultados pelos árbitros Edílson Pereira de Carvalho e Paulo José Danelon já foram tomadas com rapidez e presteza pelo Dr. Luiz Zveiter, Presidente do Superior Tribunal de Justiça Desportiva, e por Ricardo Teixeira, Presidente da CBF, em especial, garantindo a continuidade da disputa nas séries A e B do Campeonato Brasileiro.

A outra é necessidade da criação de uma entidade independente para comandar a arbitragem em todos os esportes com poderes de seleção e avaliação. O efeito da submissão às entidades de organização sempre foi danoso, porque as escalas, em muitas vezes, se submetem aos interesses pessoais e políticos, principalmente nas federações. A bem da verdade livro a CBF dessa ação porque conheço o caráter do Armando Marques e sei da sua honestidade. A isenção e a independência são fundamentais. Claro que não é isso que pode nos livrar de um bandido, mas vai ajudar a diminuir bastante as irregularidades.

Vale lembrar que a CBF não tem árbitros próprios pois todos são oriundos das federações que os forma e contrata.

Lama de um lado espetáculo de outro. É importante destacar a coragem e a ousadia do treinador Abel Braga, do Fluminense, que felizmente vem contrariando a mesmice burocrática de muitos técnicos que insistem em copiar os europeus, exigindo grande vigor físico e marcação e só jogar no erro do adversário.

O nosso futebol é cinco vezes campeão do mundo por causa do talento nato de nossos jogadores que esses treinadores insistem em oprimir dentro de campo. O Abel percebeu a verdade e dá asas ao objetivo que é o gol adversário. Como disse uma vez o Duque, um ex-jogador e treinador numa preleção quando dirigia o Fluminense: - Hoje vamos jogar igual aos Estados Unidos.

Carlos Alberto Pintinho, que há alguns domingos atrás nos brindou com sua presença no Esportvisão, perguntou e logo recebeu a resposta: - Professor, explica melhor essa tática. - Vamos fazer guerra no campo do inimigo não na nossa casa.

É isso aí. O futebol tem que ser jogado ofensivamente, tem que se buscar o ataque sempre e procurar não deixar o adversário vir pra cima.

Esse é o segredo do sucesso de Abel, claro que junto ao desempenho de bons jogadores que têm respeitado suas orientações. O Fluminense perdeu muitos jogadores, contratou outros e nem sempre consegue repetir o time, mas o esquema é sempre praticado. Às vezes pode faltar um ajuste aqui outro ali. O próprio Abel custou a criar alternativas para a estratégia usada no Campeonato Carioca, mas hoje se pode dizer que o time não está entre os melhores por acaso, tem um dos ataques mais eficientes e uma das defesas menos vazadas.




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Criado em 28/09/2005 - 12:54 e atualizado em 28/09/2005 - 12:54

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