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Control the match

Não é de hoje que se fala da renovação nas comissões técnicas do nosso futebol. A começar pela Seleção Brasileira, comandada por Dunga, que jamais havia treinado um time de futebol. Nos clubes, Vanderlei Luxemburgo, Leão, Parreira, Murici Ramalho já não aparecem como grandes salvadores ou figuras fundamentais para a conquista de um título. Daí que, pouco a pouco, os nomes de sempre foram sendo substituídos e, no ano passado, os campeões brasileiros das séries A e B foram Andrade e Dorival Júnior.

Isto, porém, não significa que os técnicos "medalhões" não tenham mais espaço. Ou que os "da antiga" tenham de ser descartados para sempre. E a prova disso está no Rio de Janeiro, em que Joel Santana, o Rei do Rio, como falam, levantou mais um caneco. O 11º dele, segundo alguns estatísticos. E levantou com merecimento, diga-se de passagem. Os dois adversários que teve pela frente, Andrade e Vágner Mancini, tiveram de se dobrar a um time com uma única jogada, a bola alta sobre a área. No mais, dedicação tática, empenho, compromisso e união. E aí está o trabalho do experiente Joel Santana.

Não que Andrade, Mancini, Cuca ou qualquer outro não tenha essa habilidade. Mas Joel Santana sabe como fazer um grupo fechar e trabalhar focado em um objetivo. É claro, também, que ele já perdeu muitos outros campeonatos, mas salta aos olhos como os jogadores que já trabalharam com ele falam bem do técnico. Ele é agregador, sabe tratar os jogadores, cativar a torcida e até os profissionais de imprensa que cobrem o clube onde ele trabalha.

Joel é um boa-praça, mas que está atualizado e muito por dentro das novidades do futebol. Deixou de ser apenas aquele técnico que chega para apagar um incêndio ou evitar um rebaixamento. Ele, que já sabia antes, agora está num patamar acima dos demais, com a vantagem da experiência de tantas competições, inclusive no exterior. Nos jogos contra Flamengo e Vasco, que tornaram o Botafogo bicampeão da Taça Guanabara, ele anulou os principais jogadores adversários, definiu o que seu time deveria fazer com precisão cirúrgica e mexeu nos momentos certos, para dar o golpe fatal e definir o resultado. Contou, como em tantas outras situações, com a sorte, principalmente no jogo de quarta-feira, quando garantiu a vaga na final. Mas quem é vencedor sem um pingo de sorte?

Joel está de volta, e por cima. De uma passagem não muito positiva como técnico da África do Sul, ele regressa ao futebol carioca da melhor maneira possível. "From the left to the right", ninguém pode negar que o Natalino tem o "control the match".




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Criado em 21/02/2010 - 15:03 e atualizado em 21/02/2010 - 15:03

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