Depois de uma longa espera, finalmente o Flamengo conseguiu o bicampeonato da Copa do Brasil. A festa foi linda. O único episódio lamentável foi uma briga na torcida rubro-negra. Na tribuna de imprensa não podemos comemorar. Afinal, estamos trabalhando. Só que, na hora do gol do Juan, não deu para conter a alegria. O grito de campeão estava entalado na garganta.
Voltei pra casa com faixa de campeã e ainda levei uma para o meu pai. Assim que cheguei, expliquei para minha filhinha que esse era o primeiro título que ela via o Flamengo conquistar.
Torcedor é mesmo criativo. A maioria dos rubro-negros usava uma faixa com as cores do Vasco e escrito vice-campeão. Ganhar título é bom, mas em cima do arqui-rival é melhor ainda.
O técnico Ney Franco foi muito inteligente nos dois jogos da final, mas exagera quando diz que o Flamengo tem condições de chegar entre os cinco primeiros, no Campeonato Brasileiro. Sou realista: se este ano o Flamengo conseguir escapar da zona de rebaixamento já está no lucro.
Quem diria que o Corinthians, atual campeão, seria o lanterna desse brasileirão. O elenco é bom, mas dá a impressão de que não está nem um pouco a fim de jogar.
Escrevo a coluna antes da divulgação da lista dos convocados para o jogo no dia 16. Dunga promete uma renovação. A base vai ser formada por jogadores que atuam no Brasil. Será que os cariocas vão entrar nessa lista?
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