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SEM FAVORITOS

Os campeonatos do Rio e de São Paulo entram na reta final e, depois de tanto tempo de disputa, podemos dizer, com certeza, que não há favoritos, em nenhum dos lados da ponte aérea. Cada torcedor verá um defeito e uma virtude em seu time, que poderão ser decisivos nessa hora, mas se olharmos friamente os retrospectos e a participação das equipes nos torneios, veremos que arriscar um palpite é muito arriscado.

Tudo bem, por exemplo, que o Palmeiras dominou o Paulistão desde o começo, que o Santos só conseguiu a vaga na última rodada, mas dá pra dizer que o Kléber Pereira não poderá decidir esse duelo? E o Palmeiras, que andou tropeçando na Libertadores, estará ligado o suficiente para evitar o pior? O outro confronto, entre os dois times que ficaram no "meio" de palmeirenses e santistas, até na teoria reúne equipes mais equilibradas. Ronaldo contra Rogério Ceni é o duelo anunciado, sem dúvida bem esperado e excitante.

No Rio, a briga é com os artilheiros. O tricolor Fred chegou por último, mas impõe o mesmo respeito que Josiel, do Flamengo, Pimpão, do Vasco, e Victor Simões, do Botafogo, mas o que dizer dos companheiros Thiago Neves, Maicosuel, Reinaldo, Élton, Conca, Zé Roberto (se puder jogar, e como antes) e Erick Flores? Se os times não estão tão bem, ao menos se pode esperar que um goleador decida o jogo. Ou um reserva, como no Fla-Flu, quando o jovem Alan voltou a marcar e o estreante Emerson disse a que veio.

Não custa lembrar que, se em São Paulo já vamos para a decisão do título, no Rio ainda veremos o campeão do segundo turno, para só depois o campeonato ser decidido. Talvez a discussão seja sobre qual formato é o melhor. O certo é que nenhum dos dois adotou o sistema de pontos corridos e optou por jogos finais para definir o campeão. E isto, certamente, só fez motivar o torcedor, pelo menos nesta reta final.

Eu sou a favor do turno e returno, com todos envolvidos, decidindo o título os campeões de cada fase. No Rio esse sistema talvez possa ser adotado se o Estadual voltar a ter 12 clubes. Em São Paulo, com 20 times, fica mais difícil. Mas pelo menos lá todo mundo joga num grupo só, o que evita algumas situações inusitadas como vemos no Rio, principalmente quando o confronto é entre grupos, como no returno.

Ao menos os jogos finais prometem emoção. Os Estaduais vão terminar bem, mas, mais uma vez, pudemos perceber que muita coisa ainda pode e precisa ser melhorada, tanto no Rio, quanto em São Paulo.




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Criado em 06/04/2009 - 11:06 e atualizado em 06/04/2009 - 11:06

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