E Ronaldo, mais do que merecidamente chamado de Fenômeno, não é mais jogador de futebol. O anúncio foi feito nesta segunda-feira e, apesar dos últimos anos de carreira prejudicados pelas contusões, não deixa de ser triste vivenciar um momento como este. Ronaldinho, dos muitos penteados, do sorriso sempre estampado no rosto, das jogadas de gênio e dos gols decisivos, vai deixar saudade. Um fenômeno em campo, de marketing, de boa imagem, de superação. Só podemos agradecer a ele por tantos bons momentos e exemplos de vida ao longo da carreira.
Ninguém mais do que ele para saber que era chegada a hora. Talvez até devesse ter sido antes, mas todos sabemos que ele era o cara que buscava o impossível, que queria sempre um algo mais. E este ano era o título da Libertadores pelo Corinthians, o que acabou não acontecendo com a eliminação antecipada. Daí que ele também resolveu sair dos campos antes de dezembro de 2011, data prevista anteriormente. No discurso de ontem, uma frase me marcou. Ele disse que imaginava a jogada, de passar pelo zagueiro "como sempre fiz" e não conseguia. Faltava velocidade.
Já pensou em tentar fazer algo em sua profissão e não conseguir, por um impedimento físico ou psicológico? Você não ficaria abatido? Pois é, é assim que ele está se sentindo. Logo ele, que tanto se superou nos campos, driblando cirurgias complexas e voltando aos campos, normalmente com mais um título na carreira.
Como já está mais do que batida a frase, novamente se aplica: ele sai dos campos para entrar na história. História da qual já faz parte há muito tempo. Só que, agora, não mais apenas como um ídolo, mas como um mito do esporte. Um legítimo representante do Brasil. E me arrisco a dizer, a pouquíssima distância de Pelé.
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