O Estúdio Móvel faz uma viagem sonora por Pernambuco com Wharton Gonçalves Filho, o Ortinho. Nascido no agreste pernambucano, Ortinho respira música desde a infância. Inventivo e arretado, fez história à frente da Querosene Jacaré, um dos ícones do rock pernambucano na época.
O Mangue Bit, movimento fundamental para o rumo da música brasileira nos anos 1990, completa foi assunto desse rico papo. Nessa época, Ortinho misturava ao rock lisérgico o coco, o maracatu, a ciranda e o samba, diluindo as fronteiras desses gêneros com voz rascante e percussiva, em letras cheias de jogos sonoros e nonsense que o colocaram como um dos melhores cantores e compositores de sua geração.
O papo também passeou pelo seu último disco, Herói Trancado (2010), em que o músico deu um tiro certeiro: o rock clássico. Ele conversa com Lili sobre o processo criativo de cada faixa e diz que se deu conta de que as fez para sua mãe. Os afetos conterrâneos Junio Barreto e Claudio Assis também são lembrados como grandes parceiros de Caruaru- terra de gente talentosa.
E para deixar a semana leve, Liliane Reis sobe Santa Teresa, o bairro mais charmoso do Rio de Janeiro, para conhecer os integrantes do Circo da Silva. O projeto é formado pela palhaça-cantora UltraVioleta (Paula Preiss), pelo guitarrista-super-herói HomemBunda (Arturo Cussen) e pelo baterista-cozinheiro SiriViti (Victor Giraldo), que se reúnem em diversos formatos para realizar espetáculos que mesclam teatro, circo e música. Um verdadeiro intercâmbio de idades, linguagens e sonoridades!
Lili entrevista ainda o ator Charles Fricks. Um ponto alto do papo foi "O Filho Eterno", o primeiro monólgo da Cia dos Atores de Laura, dirigido por Daniel Herz. A peça narra as dificuldades de um pai em lidar com o filho que nasce com síndrome de Down. Charles arrematou outro prêmio Shell por esse elogiado personagem.
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